| Processo: | 21/04280-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2023 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil |
| Pesquisador responsável: | Thelma Suely Okay |
| Beneficiário: | Thelma Suely Okay |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Heloisa Helena de Sousa Marques ; Maria Fernanda Bádue Pereira |
| Assunto(s): | Crianças e adolescentes Infecções por Coronavirus SARS-CoV-2 COVID-19 Carga viral Marcadores prognósticos Proteína de sequência 1 de leucemia de células mieloides Expressão de proteínas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ace2 | biomarcadores | Covid-19 | Crianças e Adolescentes | Rt-Pcr | SARS-CoV-2 | Biologia Celular e Molecular |
Resumo
Desde o início da pandemia de COVID-19, tem chamado atenção o fato de crianças e adolescentes apresentarem doença de menor gravidade, muito embora já tenham sido descritas infecções com elevadas cargas virais em secreções respiratórias de crianças assintomáticas, não existindo estudos sobre a presença do vírus no sangue (RNAemia) nessa faixa etária. SARS-CoV-2 possui elevada afinidade com os receptores da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2) presentes em células epiteliais dos pulmões, intestinos, rins, coração, cérebro e epitélio dos vasos sanguíneos. Crianças parecem apresentar menor expressão de ACE2 em células epiteliais, de acordo com estudos de doenças cardiovasculares e endócrinas, oferecendo menos chances de ligação ao vírus SARS-COV-2 para penetrar nas células do hospedeiro, constituindo, possivelmente, um dos mecanismos envolvidos na menor gravidade da COVID-19 em crianças. Na presente proposta, pretendemos investigar a expressão de ACE2 em amostras fecais e salivares de crianças com COVID-19, apresentando ou não comorbidades, uma vez que esses materiais biológicos contêm células epiteliais descamadas, evitando-se a realização de biópsias de boca ou de intestinos. Além disso, os mesmos estudos mostraram que crianças apresentam níveis mais elevados de ACE2 solúvel na circulação em relação a adultos, promovendo uma competição entre o ACE2 circulante, que mantém ativo o sítio de ligação para SARS-CoV-2, fazendo com que uma parte dos vírus se ligue ao ACE2 circulante, resultando em menor quantidade de partículas virais entrando nas células do hospedeiro, constituindo outro possível mecanismo para explicar a menor gravidade da COVID-19 em crianças. Outro ponto que merece investigação na COVID-19 é a morte celular programada (apoptose), mais especificamente a via regulada pela MCL-1 (Myeloid Cell Leukemia-1). Em estudos de interações entre SARS-CoV-2 e o hospedeiro humano, a proteína MCL-1 humana foi o fator que sofreu a maior regulação positiva após contato com SARS-CoV-2. MCL-1 é codificada pelo gene mcl-1, que por sua vez sofre forte regulação transcricional (splicing alternativo), dando origem à isoforma longa (MCL-1L), com propriedades anti-apoptóticas, que predomina em situações fisiológicas. No entanto, em situações de inflamação/infecção/COVID-19, o splicing alternativo dará origem a duas isoformas curtas, a MCL-1S short e a MCL-1ES extra-short, que são pró-apoptóticas e se ligam especificamente à isoforma longa, inativando-a, consequentemente favorecendo a apoptose. Para controlar nossos experimentos de expressão, pretendemos estudar a tradução do gene CLl-1 por meio de suas concentrações séricas. Portanto, a presente pesquisa pretende avaliar dois grupos de pacientes (com ou sem COVID-19), posteriormente subdivididos em (com ou sem comorbidades), para: a) avaliar a carga viral de SARS-CoV-2 em sangue (RNAemia), saliva e fezes de crianças e adolescentes; b) avaliar a expressão do receptor ACE2 em células epiteliais de saliva e fezes; c) determinar os níveis circulantes de ACE2 solúvel; d) avaliar a expressão das três isoformas de MCL-1 no sangue; e) determinar as concentrações séricas de MCL-1 nos dois grupos. Os resultados dos parâmetros laboratoriais dos dois grupos com COVID-19 (apresentando ou não comorbidades) serão comparados, e aqueles que apresentarem diferenças estatisticamente significantes serão incluídos na regressão logística como variáveis independentes, tendo como variável dependente o desfecho das infecções (recuperação/óbito ou gravidade da COVID-19 - leve, moderada, grave). (AU)
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