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Reconstrução, comunidades e intersetorialidade: trabalhando com respostas comunitárias e colaborações intersetoriais para promover avanços na saúde e na justiça alimentar durante e após a pandemia de COVID-19

Resumo

A pandemia COVID-19 aprofundou as desigualdades sociais, sanitárias e nutricionais existentes e evidenciou desafios enfrentados por comunidades marginalizadas em cidades dos hemisférios Norte e Sul. Impulsionou também inovações sociais e colaborações intersetoriais, algumas das quais podem contribuir para o enfrentamento de desigualdades persistentes que têm minado a saúde e o desenvolvimento global. Esta colaboração transatlântica combinará evidências e achados de pesquisa, orientados pelas ciências sociais, com experiências vividas por comunidades e ativistas, profissionais de linha de frente e gestores públicos e privados, tendo em vista identificar estratégias que possam, após a pandemia, orientar ações voltadas para a garantia de direitos de saúde e justiça alimentar. Reconhecendo a complexidade da crise e a natureza multicausal dos desafios que a pandemia trouxe, tanto para a saúde como para a justiça alimentar, analisaremos as trajetórias, conexões políticas, impactos e sustentabilidade das inovações e colaborações que surgiram em comunidades periféricas a partir de março de 2020. Estas colaborações vêm acontecendo entre profissionais, gestores, empreendedores, ativistas e prestadores de serviços que trabalham junto a comunidades marginalizadas e racializadas em três cidades socialmente diversas, economicamente dinâmicas e desiguais: São Paulo (Brasil), Toronto (Canadá) e Brighton (Reino Unido). Grupos temáticos examinarão as estratégias locais para garantir o acesso aos cuidados de saúde primários (incluindo a vacinação COVID-19), a distribuição emergencial de alimentos e os canais de representação política que têm sido mobilizados para expressar as necessidades e prioridades destas comunidades. Serão analisados os fatores sociais, políticos e institucionais que contribuíram ou constrangeram colaborações efetivas e coprodução de serviços entre cidadãos, profissionais e gestores públicos e privados, em diferentes níveis de governo e arenas institucionais, buscando identificar fatores que podem vir a facilitar estratégias futuras com potencial para promover a equidade e a resiliência. O trabalho de síntese examinará os impactos e a sustentabilidade das experiências de coordenação de políticas intersetoriais e colaboração multi-atores que surgiram em comunidades periféricas nas três cidades durante a pandemia, avaliando o seu potencial para apoiar e ampliar a implementação de ações estratégicas de combate às desigualdades que afetam comunidades marginalizadas e racializadas no Brasil, Canadá, Reino Unido, bem como em outros contextos com características similares. (AU)

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