Resumo
O CIDADES está preocupado com um problema particular de muitos países, mas bastante contundente no Brasil e no Estado de São Paulo: a distribuição espacial da renda onde as populações mais vulneráveis moram na periferia das cidades distantes dos postos de trabalho, estudo e de uma série de atividades complementares que influenciam na sua formação. Essa preocupação se deve ao fato de que essa distribuição desigual do espaço por faixa de renda acaba reduzindo as oportunidades ainda mais para as populações mais carentes. O CIDADES pretende trabalhar em quatro estratégias para aumentar as oportunidades das populações mais pobres morando nas periferias das cidades: 1. melhorando a mobilidade dessas pessoas para acessar com mais qualidade e mais rapidamente as oportunidades concentradas nos centros de negócio. 2. ajudando a criar políticas de habitação social que permitam que a população mais carente tenha a possibilidade de se localizar em áreas mais centrais. 3. Levando atividades de cultura, esporte, lazer e de ensino complementar, com ênfase em alfabetização digital e 4. Colaborar com o avanço do ensino à distância universal. Para que essa contribuição seja efetiva é necessário inovar nas políticas públicas que hoje em dia não conseguem atenuar esse problema tão grave. Para isso, o CIDADES pretende contribuir com o desenho de políticas públicas urbanas propondo soluções inovadoras para as prefeituras parceiras desse projeto trazendo as empresas para esse desenho conjunto. Em mobilidade há uma oportunidade de se integrar de maneira muito mais intensa os modais em particular as novas formas trazidas pelos aplicativos de e-hailing. Em habitação social existe a oportunidade de se utilizar o estoque de imóveis se aproveitando dos avanços nas plataformas de locação de imóveis. Na oferta de atividades há um ativo subutilizado, as escolas que já possuem estrutura para seu uso em horários fora do período escolar para complementar a educação de seus alunos, mas também se inserir na comunidade. Finalmente, os investimentos realizados pelas prefeituras no ensino à distância representam uma oportunidade de gerar uma plataforma universal de acesso a recursos que não dependem do seu local de moradia. A contribuição da academia no desenho dessa política, na definição de projetos pilotos e na avaliação dos impactos desses pilotos para melhorar o desenho das políticas para uma população mais ampla, é o que pretendemos entregar ao longo desses cinco anos de projeto. Para tal será criado um laboratório de experimentos bem como um laboratório de inovação aberta dentro do centro onde as três esferas (governo, setor privado e academia) possam se unir para desenvolver essas políticas baseadas em evidências. (AU)
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