| Processo: | 22/01691-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2025 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia |
| Pesquisador responsável: | Flávio Henrique Ferreira Galvão |
| Beneficiário: | Flávio Henrique Ferreira Galvão |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Amadeu Batista da Silva Neto ; Juliana Barreto Salem |
| Assunto(s): | Colostomia Neoplasias retais Incontinência fecal Canal anal Transplantes Suínos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ânus | câncer do ânus | câncer do reto | Colostomia | Incontinência Fecal | malformação anorretal | Gastrocirurgia |
Resumo
A incontinência fecal grave (IFG) é a incapacidade de controlar a passagem de fezes pelo canal anal, causando defecação frequente e involuntária, cheiro desagradável, sofrimento, redução da qualidade de vida, infecções perineais, internações frequentes e tratamento complexo e oneroso. Alguns pacientes com IFG e portadores de canceres de reto baixo ou canal anal são submetidos à colostomia definitiva, que provoca dificuldades psicológicas e económicas semelhantes aos da IFG. Sua etiologia inclui lesões traumáticas ou iatrogênicas do esfíncter, partos complexos, tumores, neuropatias, alterações congênitas, doenças inflamatórias, dentre outras. O tratamento da IFG inclui cirurgias complexas e onerosas que apresentam recidiva precoce e alta morbimortalidade. Assim, considerando que o manejo da IFG e da CD carecem de tratamento eficaz, desenvolvemos pesquisa pioneira de transplante anorretal em ratos onde observamos recuperação funcional do enxerto 15 dias após o transplante e rejeição menos agressiva do que a do transplante de intestino delgado. Em recente artigo de colaboração internacional, observamos longa evolução e bom funcionamento em seis transplantes anorretais em cães da raça Beagle, usando imunossupressão temporária com tacrolimus. Como no Brasil pesquisa em cães é proibida, desenvolvemos técnica inédita de autotransplante anorretal em suíno para realização dessa pesquisa pré-clínica em nosso meio. No presente estudo avaliaremos a função do enxerto anorretal e o perfil da rejeição usando 30 suínos machos da raça Landrace para a realização de 10 autotransplante (grupo controle negativo de rejeição) e 10 alotransplantes (10 doadores e 10 receptores - grupo positivo de rejeição) para avaliar a recuperação da função e o padrão da rejeição do enxerto. Os animais serão avaliados diariamente quanto às suas características clínicas e a cada 15 dias para avaliação manométrica e endoscópica. No trigésimo dia de pós-operatório ou se apresentarem complicações graves, os animais serão eutanasiados para avaliação macroscópica do transplante, coleta de sangue para exame laboratorial e retirada do enxerto para exame histológico e imunoihistoquímico. (AU)
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