Resumo
As células musculares lisas (SMC) são os principais constituintes celulares da camada média vascular, controlam as propriedades contráteis do vaso e o fluxo sanguíneo. Já é bem demonstrado que alterações de forças mecânicas na parede vascular tem papel importante no desenvolvimento de doenças como aterosclerose, aneurismas e doença do enxerto venoso. O nosso laboratório demonstrou que a proteína rica em cisteína e glicina - 3 (Crp3) é expressa em SMCs arteriais e normalmente ausente em SMCs venosas. Entretanto, quando submetidos ao ambiente arterial, mimetizando as adaptações da veia safena utilizada na revascularização cardíaca, demonstramos que o estiramento induz a expressão de Crp3 em SMCs venosas. Dados não publicados demonstram que o Crp3 se localiza nas adesões focais e modula a sinalização mediada por Fak. As adesões focais estão ligadas ao citoesqueleto de actina contribuindo para as propriedades mecânicas e a contratilidade das SMCs, alterando a organização da matriz extracelular (ECM). Os fatores que influenciam este processo não são completamente conhecidos e, neste trabalho, testaremos a hipótese de que o Crp3 modula a sinalização nas adesões focais, influenciando na contratilidade das SMCs de aorta e nas propriedades mecânicas celulares e da ECM. Serão utilizadas SMCs extraídas de aorta de ratos selvagens e knockouts para Crp3 (Crp3-KO). O perfil de expressão molecular global será avaliado em SMCs selvagens e Crp3-KO. Além disto, será identificado as proteínas que interagem com o Crp3 através da técnica de BioID. Estas informações bioquímicas/moleculares serão associadas com os parâmetros de rigidez e força de adesão celular avaliadas por microscopia de força atômica (AFM) e as propriedades contráteis avaliadas por ensaio de contração de gel de colágeno. A organização diferenciada das fibras de colágeno da ECM e impactos na morfologia serão avaliados pela técnica de imagem por difração de raio-X coerente (CDI) e correlacionados com dados funcionais das SMCs e da sinalização das adesões focais. Entender as propriedades mecânicas das SMCs é crítico para esclarecer os mecanismos subjacentes das doenças vasculares associadas ao estresse mecânico, possibilitando desenvolver novas abordagens terapêuticas. (AU)
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