Resumo
As inflamassomopatias monogênicas constituem um grupo de distúrbios reumatológicos originados pela desregulação do complexo inflamassoma causadas por mutações ganho-de-função em genes do inflamassoma ou de moléculas que afetam indiretamente a sua ativação. Os protótipos desse grupo de doenças, são a síndrome periódica associada a criopirina (CAPS) e a febre familiar do mediterrâneo (FMF), associadas aos receptores NLRP3 e pirina, respectivamente. Variantes patogênicas em um gene podem se manifestar com expressividade variável e penetrância incompleta, ou ser herdadas de forma recessiva ou dominante, resultando em fenótipos distintos. A apresentação da doença é também definida pelo efeito específico da proteína mutante em um tipo celular particular, tornando o fenótipo resultante potencialmente mais danoso em um tecido do que em outro. Embora o teste genético seja crucial para confirmar o diagnóstico, ele nem sempre é conclusivo e informativo quanto à variabilidade fenotípica, prognóstico e resposta ao tratamento. Em países de média e baixa renda, como o Brasil, o acesso generalizado a esse teste ainda é limitado. Neste projeto, propomos uma abordagem mista de transcriptômica e proteômica funcional para investigar os leucócitos e algumas mutações identificadas em pacientes brasileiros. Dessa forma, buscamos caracterizar as correlações genótipo-fenótipo em casos típicos e atípicos, visando desenvolver ferramentas que aprimorem o diagnóstico e tratamento dessas doenças e, simultaneamente, aprofundem nosso entendimento sobre a regulação do inflamassoma. (AU)
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