Resumo
As doenças crônicas relacionadas ao câncer têm se tornado uma preocupação significativa, especialmente no que se refere à população idosa. Estima-se que aproximadamente 19,3 milhões de novos casos de câncer surgiram globalmente em 2020, levando a quase 10,0 milhões de óbitos relacionados à doença, com o câncer colorretal destacando-se como a segunda principal causa de morte por câncer. No Brasil, de acordo com as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio de 2023 a 2025, o câncer colorretal será um dos três tipos de câncer com maior incidência em homens e mulheres. As maiores taxas são registradas na Região Sudeste para ambos os sexos, enquanto que, no Sul, este câncer é o terceiro mais prevalente. Entre as mulheres, o câncer colorretal é o segundo mais comum nas Regiões Sudeste (28,88 casos por 100 mil habitantes) e Sul (26,04 casos por 100 mil habitantes). Dados RS SP Na terapia do câncer colorretal, a oxaliplatina (OXA) é um dos agentes quimioterápicos mais empregados. No entanto, o uso desse tratamento resulta em vários efeitos indesejados, como a neuropatia periférica. Recentemente, o grupo de estudo da Universidade Federal de Pelotas - Rio Grande do Sul (RS), liderado pela proponente, demonstrou que o acúmulo de platina no sistema nervoso central pode contribuir para os efeitos tóxicos da OXA. Essa perspectiva havia sido pouco explorada até então, e esse achado amplia o entendimento sobre mecanismos envolvidos na dor oncológica causada pela OXA. Assim, aumenta também a possibilidade para o desenvolvimento de terapias alternativas que minimizem a dor e que aumentem a qualidade de vida dos pacientes. Nesse sentido, a 7-cloro-4-(fenilselanil)quinolina (4-PSQ) é uma substância que tem despertado interesse na pesquisa devido às suas potenciais propriedades terapêuticas. A presente proposta tem como objetivo central fortalecer a rede colaborativa entre destacados grupos de pesquisa de instituições do RS e São Paulo, incluindo a Universidade Federal de Pelotas, o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense, a Universidade Federal de Santa Maria e a Universidade Estadual de Campinas. A iniciativa visa empregar estratégias analíticas e bioquímicas para esclarecer os mecanismos subjacentes à dor oncológica, considerando as particularidades da idade, com o propósito de identificar novos alvos farmacológicos e propor uma alternativa terapêutica inovadora para o tratamento dessa condição debilitante. (AU)
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