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Demografia e ecologia da dispersão de sementes de Bertholletia excelsa hbk(lecythidaceae) em castanhais silvestres da Amazônia Oriental

Processo: 95/03054-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 1995 - 31 de março de 1999
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Conservação da Natureza
Pesquisador responsável:Carlos Augusto da Silva Peres
Beneficiário:Carlos Augusto da Silva Peres
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Recursos naturais  Bertholletia excelsa  Dispersão de sementes  Amazônia 

Resumo

Estudos de dispersão de sementes por vertebrados frugívoros surgiram a partir início dos anos 70 (Janzen 1970; Connell 1971; Snow 1971; Mckey 1975; Janzen 1980; Herrera & Jordano 1981; Wheellwright & Orians 1982). Durante esses 25 anos, não foi realizado nenhum trabalho completo sobre o assunto, que incluísse tanto a história de vida da espécie vegetal, como a biologia e comportamento dos animais dispersores, tornando-as hipóteses muito frágeis. Este projeto pretende cobrir parte dessas deficiências, através de um sistema de dispersão de alta especificidade, entre um dispersor frugívoro, a cotia (Dasyprocta spp, Rodentia) e uma espécie vegetal de sementes de grande porte, a castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa H.B.K., Lecythidaceae), com frutos possuem uma proteção mecânica lenhosa, que o torna praticamente inviolável a todos os outros dispersores potenciais. Este projeto será realizado na Reserva Indígena Kayapó, na base de pesquisas Pikaiti, próximo a aldeia A'Ukrê, no sudeste do estado do Pará (7º46' 14"S; 51°57' 43” O). É uma região da periferia da hiléia amazônica, na faixa de transição com cerrado do Planalto Central Brasileiro. Será realizado levantamento demográfico e fenológico da população de B. excelsa, testes de germinação in situ e monitoramento do crescimento de plântulas e adultos, acompanhamento por radiotelemetria e observações sistemáticas da ecologia comportamental de Dasyprocta kporina L.. Vários experimentos serão ainda conduzidos, para estimar-se as taxas de remoção e de predação de sementes, quantificar a efetividade do agente dispersor e, por fim, correlacionar o padrões encontrados com a distribuição espacial dos adultos de B. excelsa. Apesar de B. excelsa ser protegida por lei (n° 5197), isto não tem detido a degradação dos castanhais silvestres, além da exploração indiscriminada, evidenciada por uma depleção crônica do estoque de sementes e por caça seletiva do agente dispersor, levando populações de B. excelsa ao declínio, tanto na Amazônia Brasileira (Viana et al. subm. a, b), quanto na Peruana (E. Ortiz, in. litt.). Os dados gerados nesse trabalho, também poderão contribuir no planejamento e manejo da exploração da castanha-do-pará, produto florestal de destaque na sócio-econômia regional e na brasileira. (AU)

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