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Desenvolvimento de novas fases extratoras para a microextração e análises SPME/LC SBSE/LC de antidepressivos em amostras de plasma

Processo: 07/03326-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2007 - 30 de setembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica
Pesquisador responsável:Maria Eugênia Queiroz Nassur
Beneficiário:Maria Eugênia Queiroz Nassur
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos  Antidepressivos  Microextração em fase sólida  Extração sortiva em barra de agitação  Métodos analíticos de preparação de amostras 

Resumo

A monitorização terapêutica tem sido realizada para assegurar a eficácia clínica e minimizar os efeitos adversos dos fármacos prescritos. Os antidepressivos têm sido monitorados, pois apresentam intervalos terapêuticos bem estabelecidos. A maioria dos pacientes, que apresentam concentrações plasmáticas dentro deste intervalo fixo, terá as desordens psiquiátricas mantidas sob controle e efeitos adversos mais brandos. As técnicas de microextração: microextração em fase sólida (SPME) e extração sortiva em barra de agitação (SBSE), quando comparadas aos métodos clássicos de preparo de amostras biológicas, para análises de antidepressivos, apresentam as seguintes vantagens: não requerem instrumentação analítica sofisticada; não utilizam solventes orgânicos, quando acopladas à cromatografia gasosa; ou utilizam pequena quantidade de solvente, somente no processo de dessorção, em conjunto à cromatografia líquida (SPME/LC); rápidos processos operacionais; permitem automação das análises e reutilização das fases extratoras. A técnica SPME/LC apresenta algumas limitações para análises de fármacos em fluidos biológicos, tais como, baixa estabilidade das fases extratoras na presença de solventes orgânicos ou em soluções-tampão em valores de pH extremos; número limitado de fases extratoras disponíveis no comércio, as quais são adequadas somente para a análise de compostos não iônicos; e adsorção irreversível dos compostos endógenos da matriz junto às fases extratoras, diminuindo a eficiência do processo de extração. Para superar estas dificuldades, o uso de detectores mais seletivos ou de alta sensibilidade analítica, assim como modificações químicas da matriz biológica, tais como o ajuste do pH, diluição da amostra, precipitação de proteínas têm sido requeridos para aumentar a sensibilidade analítica. Quanto à técnica SBSE, o revestimento de polidimetilsiloxano é a única fase extratora disponível no comércio, o que limita a seletividade/especifidade do processo de exração. Algumas alternativas promissoras têm sido realizadas para o desenvolvimento de novas fases extratoras, tais como os procedimentos eletroquímicos, eletrodeposição de revestimento condutor, os quais são bastante estáveis e de baixo custo, e as fases extratoras de imunoafinidade ou imunosorventes, com anticorpos seletivos imobilizados, as quais apresentam alta seletividade/especificidade para o antígeno (fármaco).Portanto, o desenvolvimento de novas fases extratoras (SPME e SBSE) mais seletivas, estáveis e de baixo custo, tem sido necessário para o desenvolvimento de métodos cromatográficos, com sensibilidade analítica adequada (contemple o intervalo terapêutico) para a análise de fármacos em fluidos biológicos. Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento das fases extratoras de imunoafinidade e de polímeros (tiofeno e polianilina) eletrodepositados em eletrodos de aço inox, as quais serão utilizadas na padronização dos métodos SBSE/LC e SPME/LC, respectivamente, para análises de antidepressivos em amostras de plasma. (AU)