| Processo: | 08/01376-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica |
| Pesquisador responsável: | Marili Villa Nova Rodrigues |
| Beneficiário: | Marili Villa Nova Rodrigues |
| Instituição Sede: | Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Paulínia , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Paulínia |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 09/00383-1 - Desenvolvimento analítico para quantificação de ácido pfáffico em genótipos de Pfaffia paniculata a partir da obtenção do padrão analítico., BP.TT |
| Assunto(s): | Instrumentação analítica Cromatografia Controle da qualidade Panax Pfaffia paniculata |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ácido pfáffico | Cromatografia | Pfaffia paniculata | purificação | validação | Instrumentação analítica |
Resumo
A espécie Pfaffia paniculata Kuntze (Amaranthaceae) conhecida como "ginseng brasileiro" pela similaridade da morfologia de suas raízes com o ginseng asiático (Panax ginseng - Araliaceae) é muito utilizada na medicina popular como tônico afrodisíaco e antidiabético. Dentre as várias atividades terapêuticas de suas raízes inclui-se a atividade analgésica, antiinflamatória e anti-tumoral. A atividade anti-tumoral, atribuída ao ácido pfáffico presente nas raízes de P. paniculata despertou grande interesse pela comercialização desta espécie. No Brasil, embora a espécie P. paniculata seja a mais empregada em preparações comerciais a espécie P. glomerata é normalmente utilizada como seu substituto principalmente na região sul do país ou em mistura (fraude), uma vez que a P. paniculata é de difícil cultivo. É importante salientar que as espécies de P. paniculata e P. glomerata possuem constituições químicas diferentes consequentemente, diferentes atividades farmacológicas, sendo necessário a utilização de um controle de qualidade adequado para a diferenciação das espécies. Uma vez que o ácido pfáffico encontra-se presente apenas na P. paniculata, a autenticidade desta espécie pode ser realizada através da quantificação deste composto na raíz, o que vem justificar a necessidade de um método analítico validado. Porém, o principal desafio no desenvolvimento deste método analítico é a indisponibilidade comercial do padrão analítico de ácido pfáffico, levando à necessidade de isolamento do mesmo, além da dificuldade química da molécula (ausência de cromóforos e alta polaridade). A importância terapêutica da P. paniculata sobretudo como anti-tumoral, a disponibilidade de uma coleção de diferentes genótipos no Campo Experimental do CPQBA e a falta de um método analítico apurado para o controle de qualidade desta espécie brasileira motivaram a elaboração deste projeto, que visa validar um método cromatográfico para aplicação no controle de qualidade do "ginseng brasileiro" e dispor de maiores informações sobre os diferentes genótipos da coleção utilizando marcadores moleculares (microssatélites). A metodologia desenvolvida para a quantificação de ácido pfáffico, será empregada na seleção de diferentes genótipos de P. paniculata cultivadas no Campo Experimental do CPQBA-UNICAMP, além da contribuição analítica para o controle da qualidade da Pfaffia paniculata, que servirá como apoio para outros projetos de pesquisa já em desenvolvimento. (AU)
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