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Estudo neuroquímico e comportamental da relação entre depressão e dependência ao etanol e cocaína em camundongos: influência do sistema endocanabinóide

Processo: 09/01270-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2009 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Dartiu Xavier da Silveira
Beneficiário:Dartiu Xavier da Silveira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transtornos relacionados ao uso de substâncias  Drogas ilícitas  Cocaína  Álcool  Endocanabinoides  Dependentes químicos  Depressão 

Resumo

A dependência química é uma enfermidade crônica de grande importância quanto aos aspectos de saúde pública. Existe uma grande prevalência de comorbidades em dependentes químicos, que além de prejudicar a qualidade de vida destes indivíduos, tendem a piorar o prognóstico e o tratamento da dependência. É extremamente documentada a relação entre depressão e dependência química. No entanto, embora exista uma compreensão considerável quanto aos fatores neurobiológicos envolvidos nestas patologias quando presentes de forma isolada, o mecanismo que explica a comorbidade não está totalmente elucidado. A coexistência de depressão e dependência química é extremamente relevante quanto aos aspectos de prevenção, tratamento e progressão de ambas as patologias. Sabe-se que os mecanismos de aprendizagem e memória são cruciais no desenvolvimento da dependência química e na manutenção dos comportamentos patológicos associados a esta enfermidade. Do ponto de vista neurobiológico, a fosforilação do CREB (elemento de resposta de ligação ao AMPc) e conseqüente expressão do BDNF (fator de crescimento derivado do cérebro) e DeltaFosB, bem como a modulação do sistema endocanabinóide, são eventos comuns à depressão, à dependência química e aos mecanismos de aprendizagem e memória. A fim de se verificar as consequências comportamentais e neuroquímicas da depressão sobre a aprendizagem associativa induzida pelas drogas de abuso, no presente trabalho será verificado se o estresse crônico moderado (um modelo animal de depressão) é capaz de alterar a preferência condicionada ao local induzida pelo etanol e cocaína (modelo de aprendizagem associativa apetitiva) em camundongos. Adicionalmente, através de estudos imunohistoquímicos, será avaliada a expressão de CREB, CREB fosforilado, BDNF, DeltaFosB, visando identificar os mecanismos neuroquímicos associados às possíveis alterações comportamentais no teste da preferência condicionada ao local. Considerando-se a importância do sistema endocanabinóide no contexto deste estudo, será verificado se o efeito antidepressivo promovido pela manipulação farmacológica do sistema endocanabinóide é capaz de reverter as possíveis alterações comportamentais e neuroquímicas decorrentes do estresse crônico moderado na aprendizagem e memória. Para tanto, adicionalmente será avaliada a imunoreatividade de receptores canabinóides CB1 e CB2. (AU)