| Processo: | 11/00001-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Celular |
| Pesquisador responsável: | Thalita Rocha |
| Beneficiário: | Thalita Rocha |
| Instituição Sede: | Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Bragança Paulista |
| Assunto(s): | Farmacologia Venenos de serpentes Bothrops Miografia Imuno-histoquímica Western blotting Microscopia eletrônica de transmissão |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Farmacologia | Histologia | imunohistoquimica | Microscopia eletrônica de transmissão | miografia | western blotting | Junção Neuromuscular |
Resumo
Os Viperídeos no Brasil são os responsáveis pela maioria dos casos de envenenamento por serpente, sendo 87,5% dos acidentes botrópicos. Sabe-se que os venenos de serpentes do gênero Bothrops, entre elas: "jararaca", "jararacuçu", "urutu-cruzeiro", "cotiara", "jararaca-do-rabo-branco", "malha-de-sapo", "patrona", "surucucurana", "combóia", "caiçara", bem como a maioria de suas frações (miotoxinas), até então caracterizadas, tem ação miotóxicas. Porém alguns destes venenos e suas frações atuam sobre a junção neuromuscular, em sua porção pré-sináptica através de mecanismos(s) ainda não elucidado(s). Desta forma o presente trabalho visa esclarecer a ação molecular de alguns destes compostos (veneno bruto de Bothrops insularis, Bothrops marajoensis, Bothrops alternatus, Bothrops neuwiedi, Bothriopsis bilineata, toxina Bmaj-9 do veneno de B. marajoensi, BaTX do veneno de B. alternatu, NeuTX-I e NeuTX-II do veneno de B. neuwiedi, BthTX-I do veneno de Bothrops jararacussu) sobre a junção neuromuscular e o mecanismo de ação destes venenos e toxinas botrópicas, na tentativa de descobrir se estes atuam de alguma forma no arranjo das vesículas sinápticas, ou ainda nos mecanismos de exocitose e reciclagem do neurotransmissor. A realização das técnicas propostas permitirá a caracterização ultraestrutural, utilizando microscopia eletrônica de transmissão, da junção neuromuscular de ave (preparações biventer cervicis de pintainho) e mamífero (preparação nervo frênico diafragma de camundongo), a averiguação da ação de diferentes venenos e toxinas botrópicas, as quais já foram descritas na literatura como tendo ação pré-sináptica, sobre a junção neuromuscular e a identificação, por imunohistoquímica e western blotting, da presença ou ausência das proteínas relacionadas à junção neuromuscular, especificamente a proteína sinaptofisina, presente na vesícula sináptica, e as proteínas VAMP-1, sintaxina e SNAP-25, constituintes do complexo SNARE presentes na membrana pré-sináptica da junção neuromuscular, viabilizando relacionar os achados de microscopia eletrônica, imunohistoquímica e western blotting aos dados miográficos novamente obtidos com os já mencionados na literatura para uma precisa caracterização dos venenos e toxinas como compostos de ação pré-sináptica. A caracterização das proteínas presentes na vesícula sináptica e na membrana pré-sináptica do motoneurônio é uma importante ferramenta para auxiliar na compreensão do mecanismo de ação molecular de neurotoxinas pré-sinápticas, como algumas fosfolipases A2. O projeto, de característica multidisciplinar, permitirá aos envolvidos a aquisição de conhecimentos na área de Biologia Celular e Molecular, Bioquímica, Fisiologia e Farmacologia. (AU)
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