| Processo: | 10/51584-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2011 |
| Área do conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Artes - Dança |
| Pesquisador responsável: | Marianna Francisca Martins Monteiro |
| Beneficiário: | Marianna Francisca Martins Monteiro |
| Instituição Sede: | Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Cultura popular Dança popular Danças dramáticas Festas populares Festas folclóricas Brasil Publicações de divulgação científica Livros |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Boi-Bumba | Congada | Cultura Popular | Dancas Dramaticas | Festa Barroca | Teologia Politica |
Resumo
Trata-se de apresentar os resultados de pesquisa das manifestações populares brasileiras de dança, teatro e música do ponto de vista de seus antecedentes históricos, com vista a relacionar esses fenômenos a processos culturais mais amplos vinculados à constituição do Estado moderno, durante a expansão ibérica e constituição de impérios coloniais nas Américas. As danças populares brasileiras são analisadas como elementos de uma teologia política, cujos parâmetros são as doutrinas cristãs hegemônicas no período da expansão colonial. Analiso as danças populares de hoje, congadas, moçambique, congos, com seus cortejos dançantes que acompanham realezas africanas, como construção retórica e ideológica forjada no tempo da escravidão e até hoje reatualizadas em função de novos contextos sociais e políticos. A reflexão se amplia e propõe formas de se compreender as relações entre cultura popular e erudita. A partir do conceito de cultura de massa no barroco, ainda na perspectiva da longa duração, apresento documentação setecentista sobre as touradas e as cenas cômicas dentro delas e procuro lançar alguma luz sobre um outro grande conjunto de manifestações populares brasileiras, os bois-bumbás, os cavalos marinhos, pensando os intervaleiros cômicos das touradas setecentistas como ancestrais dos palhaços negros da cultura popular brasileira atual, Mateus, Bastião Catilinas e Pai Francisco. O sentido arquetípico da temática da morte e ressurreição do boi adquire novos contornos, liga-se a formas de expressão cênica em sociedades mercantis modernas. (AU)
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