| Processo: | 12/16817-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional |
| Pesquisador responsável: | Adriana Claudia Lunardi |
| Beneficiário: | Adriana Claudia Lunardi |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Fisioterapia Procedimentos cirúrgicos operatórios Cirurgia torácica Período perioperatório Sedentarismo Atividade física Complicações pós-operatórias |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atividade Física | Cirurgia | Complicação Pulmonar | Cuidado Perioperatório | fisioterapia | Sedentarismo | Fisioterapia |
Resumo
Complicações após procedimentos abdominais são extremamente comuns e acarretam prolongamento dos dias de internação hospitalar, mortalidade e aumento dos custos hospitalares. Com base na evolução do conhecimento dos fenômenos perioperatórios, a prevenção destas complicações deve ser objetivo constante da equipe multiprofissional. A estratificação do risco cirúrgico, em cirurgias eletivas, considera fatores relacionados ao ato operatório: tempo de duração, local da incisão e medicamentos empregados, e fatores relacionados ao paciente: doenças pré-existentes, idade, estado nutricional e status performance. Parece que a funcionalidade e a capacidade de exercício de pacientes cirúrgicos são marcadores importantes de incidência de complicação, tempo de internação e mortalidade após a operação. Neste sentido, diversos testes de capacidade funcional como teste do degrau, da caminhada e incremental têm sido empregados na tentativa de predizer risco cirúrgico em cirurgias cardíacas e torácicas, porém, nenhum deles ainda mostrou-se eficaz em cirurgias abdominais. As avaliações objetivas do nível de atividade física e do sedentarismo têm sido cada vez mais desenvolvidas, e atualmente utilizam equipamentos de baixo custo e fácil utilização, os acelerômetros. Eles são capazes de quantificar a intensidade das atividades e sua demanda energética e já foram utilizados com sucesso em diversas populações como DPOC, crianças, adultos saudáveis, participantes de programas de reabilitação e pacientes submetidos a cirurgias cardíacas. Como, ainda desconhecemos um método de avaliação de status performance eficaz na predição de complicações após cirurgias abdominais e a relação do sedentarismo com a funcionalidade no pós-operatório tardio nesta população, este estudo torna-se relevante. Objetivo: 1) Avaliar se o sedentarismo é capaz de predizer complicações pulmonares, cardíacas e tromboembólicas em pacientes submetidos à cirurgia abdominal; 2) Avaliar se o nível de atividade física pré-operatória está associado à funcionalidade do paciente após 30 dias de cirurgia; 3) Analisar o impacto do tempo de hospitalização na mobilidade, força muscular periférica e força muscular respiratória em pacientes idosos e adultos, com doença benigna e doença maligna. Métodos: Para isto, este estudo de coorte avaliará o nível de atividade física utilizando 2 ferramentas: acelerômetro Actigraph GTX3 e questionário IPAQ-versão 6 de 200 candidatos consecutivos à cirurgia abdominal eletiva. A seguir, todos os pacientes serão avaliados, até 24h depois da internação, quanto à sua história clínica, função pulmonar, força muscular respiratória, força muscular periférica e funcionalidade, e novamente um dia antes do procedimento cirúrgico. Todos os pacientes serão acompanhados durante o período pós-operatório pela equipe médica e fisioterapêutica (intervenção padronizada) "cegas" aos resultados das avaliações pré-operatórias. As complicações consideradas serão as pulmonares (atelectasia, hipoxemia e pneumonia), cardíacas (infarto agudo do miocárdio, descompensação da insuficiência cardíaca e arritmias significativas) e tromboembólicas (trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar). A incidência de complicações e o tempo de internação serão verificados até a alta hospitalar. Após 30 dias de cirurgia os pacientes serão reavaliados quanto à funcionalidade e a taxa de mortalidade verificada. Análises multivariadas serão utilizadas para testar a capacidade de predição do sedentarismo para complicações após cirurgias abdominais. Testes de associação verificarão a relação entre nível de atividade física e funcionalidade. Análise de variância de três fatores (tempo: pré e após hospitalização, idade: adulto e idoso, doença: benigna e maligna) para medida repetida com post hoc de Tukey será empregada para avaliar o impacto do tempo de hospitalização nestas populações. O nível de significância será ajustado para 5%. (AU)
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