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Papel da estimulação cardíaca artificial em pacientes com fibrilação atrial permanente e disfunção ventricular esquerda

Processo: 12/15163-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2013 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Martino Martinelli Filho
Beneficiário:Martino Martinelli Filho
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Anísio Alexandre Andrade Pedrosa ; Giselle de Lima Peixoto ; Mariana Moreira Lensi ; Ricardo Alkmim Teixeira ; Roberto Costa ; Sérgio Freitas de Siqueira ; Silvana Angelina D'Orio Nishioka
Bolsa(s) vinculada(s):15/02026-2 - Aprimoramento em cardiografia por impedância torácica e avaliação eletrônica de dispositivo cardíaco eletrônico implantável, BP.TT
13/07835-0 - Aprimoramento em cardiografia por impedância torácica e avaliação eletrônica de dispositivo cardíaco eletrônico implantável, BP.TT
Assunto(s):Cardiologia  Fibrilação atrial  Insuficiência cardíaca  Terapia de ressincronização cardíaca  Marca-passo artificial 

Resumo

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais prevalente e está associada a maior mortalidade. A prevalência de FA aumenta na presença de insuficiência cardíaca (IC), podendo piorar seu prognóstico. A estimulação cardíaca artificial convencional (marca-passo - MP) pode corrigir a ocorrência de ciclos longos-curtos e a variabilidade R-R; quando há disfunção ventricular, a terapia de ressincronização ventricular (TRV) pode prevenir o dissincronismo intraventricular. A ablação do nó atrioventricular tem sido recomendada em casos refratários e para melhorar os resultados da TRV. Geradores de MP dupla-câmara podem ser utilizados para promover TRV em pacientes com FA permanente. Objetivo primário: avaliar o papel da estimulação cardíaca artificial no comportamento clínico e funcional de pacientes com FA permanente refratária sem indicação de ablação por cateter, na presença de disfunção sistólica grave. Secundários: identificar a ocorrência de remodelamento reverso do ventrículo esquerdo (VE) e avaliar o impacto da TRV no aumento da sobrevida. MATERIAIS E MÉTODOS: Trezentos pacientes com IC, FEVE menor ou igual a 35% e FA permanente serão randomizados em 2 grupos. GRUPO 1: implante de TRV; GRUPO 2: controle. Desfechos: primário: morte por qualquer causa ou internação por causas cardiovasculares. Secundários: melhora da IC (NYHA); ocorrência de morte súbita cardíaca; ocorrência de arritmias ventriculares; reversão espontânea da FA; variação do volume do átrio esquerdo, do volume sistólico final do VE, do grau de regurgitação mitral e da FEVE; variação do pico de VO2. A randomização será na proporção 1:1. Os pacientes do grupo TRV serão submetidos a implante de MP dupla-câmara (eletrodo de VE conectado ao canal atrial e eletrodo de VD conectado ao canal ventricular). Programação dos dispositivos: modo DVIR, frequência básica 70ppm, intervalo AV 15ms. O grupo TRV será subdividido em 2 grupos: 1A (FC < 50bpm) e 1B (FC > 50bpm). Após 3 meses da inclusão, serão submetidos a ablação AV os pacientes que apresentarem estimulação biventricular < 85% (análises do MP e Holter-24h). Os pacientes do grupo controle (tratamento convencional) também serão divididos em 2 grupos: 2A (FC < 50bpm) e 2B (FC > 50bpm), podendo ser submetidos a implante de MP câmara-única ventricular para suporte terapêutico. RESULTADOS ESPERADOS: é esperado que sistemas biventriculares sejam capazes de resultar em melhor evolução clínico-funcional, uma vez que podem prevenir o dissincronismo resultante da estimulação isolada do ventrículo direito. (AU)

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