| Processo: | 13/03769-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas |
| Pesquisador responsável: | Leopoldo Garcia Pinto Waizbort |
| Beneficiário: | Leopoldo Garcia Pinto Waizbort |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Sociologia da arte História social da arte História da arte Produção artística Pinturas (arte) Identidade Livros Publicações de divulgação científica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alfredo Andersen | História da Arte | Identidade | pintura regionalista | Sociologia da Arte | trajetória | Sociologia da Arte / História social da arte |
Resumo
Este livro examina a trajetória e a produção artística do artista norueguês radicado no Paraná, Alfredo Andersen (1860-1935) a partir de uma perspectiva histórico- sociológica. Nascido em Kristiansand, no sul da Noruega, o pintor teve sua formação artística realizada em ateliês particulares em seu país e na Academia de Belas Artes de Copenhagen, na Dinamarca, então locais periféricos em se tratando de Europa. A análise da sua fase norueguesa auxilia na compreensão da construção de seu esquema, em particular pela presença em sua juventude do movimento nacionalista, que trouxe para o artista, de um lado, uma visão do nacional ligada ao folk e, de outro, uma forma de ver a paisagem como um elemento identitário. O livro busca reinterpretar também sua vinda para o Brasil e sua fixação em Paranaguá, comparando as condições e alternativas que se apresentavam ao artista na Europa e as oportunidades que pode ter vislumbrado no Brasil. Rapidamente acolhido pelo meio local, Andersen desenvolve uma obra vasta e é considerado pai da pintura paranaense, mito que este estudo buscou desconstruir com o apoio de uma sociologia das biografias do pintor, que trouxe à tona os principais interessados em alçá-lo a essa condição. O livro examina os principais gêneros praticados por Andersen dentro do contexto em que foram produzidos, buscando compreender seus significados sociais, e cada um trouxe elementos do intrincado quebra-cabeças que caracterizava a sua trajetória, repleta de tensões e ambiguidades, em particular no que diz respeito à relação com as elites locais. Com a análise da retratística foi possível compreender a função que sua arte teve para as elites locais, que se aburguesavam e buscavam distinção, e um gosto local bastante conservador. Já sua obra paisagística, que o levou a ser considerado pela historiografia como um regionalista, se mostrou um terreno fértil para perceber sua relação ambivalente com o paranismo, e a construção de uma alternativa mais autoral que desenvolveu nas marinhas. Com sua experiência social marcada pela condição de estrangeiro e pelo casamento nativo, as cenas de gênero se mostraram documentos ricos para a apreensão da sua posição na cena local e configuram uma faceta pouco valorizada e talvez a mais rica do pintor. (AU)
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