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Diversidade microbiana na filosofia e solo da Mata Atlântica

Processo: 08/50824-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Temático
Vigência: 01 de dezembro de 2009 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Pesquisador responsável:Marli de Fátima Fiore
Beneficiário:Marli de Fátima Fiore
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Pesquisadores principais:Marcio Rodrigues Lambais
Bolsa(s) vinculada(s):10/08276-7 - Caracterização fenotipica e molecular de cianobactérias da filosfera da Mata Atlântica, BP.IC
09/12192-6 - Diversidade de cianobactérias na filosfera de plantas da Mata Atlântica do Estado de São Paulo, BP.MS
10/00939-7 - Metaproteômica microbiana da filosfera da Mata Atlântica, BP.PD
09/15402-1 - Cianobactérias da filosfera da Mata Atlântica: isolamento, taxonomia e bioprospecção, BP.DR
Assunto(s):Diversidade microbiana  Fungos  Bactérias  Regiões promotoras genéticas  Solos  Mata Atlântica 
Publicação FAPESP:http://www.fapesp.br/biota/biota_lambais.pdf

Resumo

Em trabalhos anteriores desenvolvidos em nosso laboratório foi observado que diferentes espécies vegetais selecionam comunidades bacterianas distintas, e que cada espécie vegetal pode abrigar um número apreciável de espécies bacterianas desconhecidas na filosfera. Nossa estimativa é de que a Mata Atlântica possa conter entre 2 e 13 milhões de novas espécies bacterianas somente na filosfera. Em outro trabalho desenvolvido em uma parcela permanente de 10 ha no Parque Estadual de Carlos Botelho foi observado que as estruturas das comunidades bacterianas da filosfera de plantas mais próximas filogeneticamente são mais similares entre si do que as estruturas das comunidades de plantas mais distantes filogeneticamente. Outro dado interessante é que, mesmo considerando-se a variabilidade espacial da estrutura das comunidades de bactérias da filosfera de plantas da mesma espécie localizadas em diferentes posições geográficas na parcela permanente, essa variação é menor do que aquela observada entre indivíduos de espécies diferentes. Esses dados sugerem que as populações bacterianas na filosfera são selecionadas pela espécie vegetal, e que cada espécie vegetal possui uma comunidade bacteriana única na filosfera. A análise das comunidades bacterianas associadas à casca das mesmas espécies arbóreas revelou menor riqueza de espécies, com dominância de poucos gêneros, quando comparado à filosfera, e uma estrutura de comunidade igualmente determinada pela espécie vegetal. Já, o solo sob a copa das árvores amostradas apresentou comunidades bacterianas com maior riqueza de espécies, em relação à filosfera e casca, mas menor variabilidade espacial na floresta e menor dependência em relação à espécie vegetal sob a copa da qual a amostra foi coletada. No geral, esses dados apontam para um novo paradigma na ecologia microbiana: a diversidade microbiana associada às superfícies das plantas pode ser tão elevada quanto aquela observada no solo, considerado o ambiente com maior diversidade microbiana estimada conhecido. Entender o papel funcional dos microorganismos da filosfera e do solo da Mata Atlântica não é tarefa trivial, muito embora o avanço das técnicas analíticas tenha contribuído muito para isso. Assim, o estabelecimento de uma relação entre filogenia e função metabólica é fundamental para determinar os grupos microbianos essenciais para manter sustentabilidade do ecossistema, em particular os ciclos do C e N. Nesse projeto pretendemos avaliar a diversidade de bactérias na filosfera e fungos no solo em quatro parcelas permanentes de 10 ha do programa Biota, instaladas no Parque Estadual da Ilha do Cardoso (Floresta Alta de Restinga) , Parque Estadual de Carlos Botelho (Floresta Ombrófila Densa) e Estação Ecológica de Assis (Cerradão), e suas possíveis relações com processos bioquímicos relevantes para a funcionalidade de ecossistemas florestais, usando metaproteômica. Além disso, pretendemos quantificar a FBN e a diversidade de microorganismos diazotróficos em parcelas permanentes de 1 ha em Floresta Ombrófila Densa do Parque Estadual da Serra do Mar. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Micróbios das florestas 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
RIGONATO, JANAINA; GONCALVES, NATALIA; DINI ANDREOTE, ANA PAULA; LAMBAIS, MARCIO RODRIGUES; FIORE, MARLI FATIMA. Estimating genetic structure and diversity of cyanobacterial communities in Atlantic forest phyllosphere. Canadian Journal of Microbiology, v. 62, n. 11, p. 953-960, NOV 2016. Citações Web of Science: 9.
LIMA-PERIM, JULIA ELIDIA; ROMAGNOLI, EMILIANA MANESCO; DINI-ANDREOTE, FRANCISCO; DURRER, ADEMIR; FRANCO DIAS, ARMANDO CAVALCANTE; ANDREOTE, FERNANDO DINI. Linking the Composition of Bacterial and Archaeal Communities to Characteristics of Soil and Flora Composition in the Atlantic Rainforest. PLoS One, v. 11, n. 1 JAN 11 2016. Citações Web of Science: 7.

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