Resumo
O Brasil é considerado o maior produtor mundial de cana-de-açúcar com um prognóstico de produção que deverá atingir um montante entre 622,0 e 633,7 milhões de toneladas. Para a região Centro-Sul, cuja participação está próxima de 90 % do total nacional, os resultados indicam um aumento de 10,1 a 12,3% no volume de cana a ser processada. Grande parte da área plantada, 4,1 milhões de hectares, está localizada no Estado de São Paulo, onde a cana-de-açúcar é o principal produto agrícola. As perspectivas atuais são de grande crescimento no setor, levando-se em conta, dentre outros fatores, o interesse de diversos países em utilizar o etanol como combustível. Uma das preocupações levantadas são as supostas emissões dos gases do efeito estufa (GEE: N2O, CO2, CH4), principalmente as emissões de N2O vindo das aplicações de fertilizantes nitrogenados, e da geração de resíduos advindos do processamento da cana para sua produção do etanol. Através de uma estimativa feita por Macedo et al. (2008), observou-se que as emissões de GEE não ligadas diretamente ao consumo de combustíveis fósseis, ou seja, emissões do solo, atingem mais de 50% das emissões totais de GEE. Por outro lado, medidas de campo sobre emissões de GEE em canaviais ainda são escassas. Portanto, é de grande importância que medidas de campo adicionais sejam feitas a fim de estimar emissões de GEE em solos cultivados com cana de açúcar. Assim sendo, o objetivo da presente proposta é quantificar as emissões dos principais GEE: óxido nitroso (N2O), dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), pelo solo durante o ciclo produtivo da cana-de-açúcar. As coletas serão realizadas através do uso de câmaras estáticas e o fluxo destes gases será correlacionado com os principais tratamentos aplicados no cultivo da cana-de-açúcar, tais como vinhaça, torta de filtro, fertilizantes nitrogenados, com e sem queima. Caso as baixas emissões constatadas até o momento se repitam, será uma constatação importante sobre a ausência de um problema ambiental e climático a ser enfrentado pelo setor sucroalcooleiro. Caso as emissões de GEE sejam elevadas, este estudo terá condições de contribuir com medidas mitigadoras, visando a diminuição dessas emissões. (AU)
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