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Perfis verticais de O3 e SO2 em um sítio de floresta preservada na Amazônia

Processo: 13/10156-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica
Pesquisador responsável:Luciana Varanda Rizzo
Beneficiário:Luciana Varanda Rizzo
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Química atmosférica  Interação biosfera-atmosfera  Queimada  Ozônio  Dióxido de enxofre  Aerossóis  Florestas nacionais 

Resumo

A floresta Amazônica constitui um ecossistema complexo, no qual a biosfera e a atmosfera estão intrinsecamente relacionadas. O ozônio (O3) troposférico possui um papel fundamental nessas interações, já que é parte do mecanismo de formação de espécies oxidantes na atmosfera, influenciando toda a cadeia de reações fotoquímicas e consequentemente a produção de aerossóis orgânicos secundários a partir de precursores gasosos emitidos pela vegetação. O dióxido de enxofre (SO2), emitido a partir da oxidação de compostos sulfurosos de origem biogênica, também contribui para a formação de aerossóis secundários. Por sua vez, os aerossóis interagem com a radiação solar e modificam propriedades microfísicas das nuvens, com possíveis impactos sobre o clima e o ciclo hidrológico. Dessa forma, ciclos de compensação e retroalimentação são estabelecidos, constituindo um sistema complexo e dinâmico. Ações antrópicas relacionadas a mudanças no uso da terra, queimadas e urbanização perturbam o funcionamento natural do ecosistema. Para melhor compreender o impacto dessas mudanças, é necessário determinar a contribuição relativa de fontes e sumidouros das espécies envolvidas, tanto sob condições naturais (estação chuvosa) quanto sob condições perturbadas (estação seca). Este projeto de pesquisa propõe a realização de medidas de perfis verticais de concentração de O3 e SO2 na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, cobrindo parte das estações seca e chuvosa. Medidas de fluxos turbulentos realizadas por colaboradores no mesmo sítio experimental serão complementares, de modo que será possível fechar o balanço de massa e avaliar contribuição relativa das diversas fontes e sumidouros no sítio experimental em questão. (AU)