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TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia da UNESP

Resumo

Trata-se do terceiro fascículo regular do volume trinta e seis de TRANS/FORM/AÇÃO, constituído por um conjunto de doze artigos e uma resenha. Esse fascículo pode ser considerado como dedicado à filosofia contemporânea, uma vez que nele, exceto um artigo sobre a antiga - que analisa a narrativa de Platão sobre Gyges (República, 359d-360b) - e outro relativo à filosofia renascentista - posto que tematiza a noção de ens a partir do seu uso por Caetano, ao interpretar Tomás de Aquino -, predominam textos da filosofia contemporânea. O leque variado de abordagens relativas a essa filosofia, tematizam desde "O lugar da experiência na fenomenologia de E. Husserl", balizando a posição específica assumida por ele no que tange à temática da constituição dos objetos intencionais, passando por Albert Camus, com um artigo que, a partir do texto L'Homme révolté, procura refletir sobre a recepção camusiana da filosofia de Max Stirner; por uma análise comparativa entre Saussure e Merleau-Ponty acerca da linguagem e da ontologia; por um estudo sobre os elementos modernos constantes nas revoluções e considerados por Hannah Arendt, bem como os retornos que ela faz à antiguidade a fim de mostrar que apesar da autora louvar os feitos modernos das revoluções, o faz tendo como pano de fundo Atenas e Roma; por um artigo dedicado a Jean-Paul Sartre, evidenciando algumas dificuldades que cercam a definição do estatuto do corpo em Esquisse d'une théorie des émotions (1939), dificuldades essas advindas do primado que a consciência adquire na eidética sartreana da emoção; por outro relativo a dois diagramas desenvolvidos por Peirce para as dez classes de signos de uma seção de sua obra Gramática especulativa; chegando a dois artigos dedicados as ciências cognitivas: um que analisa a validade das críticas a teorias naturalistas/fisicalistas na filosofia da mente, e procura avaliar se o alvo das mesmas satisfaz as exigências de uma explicação científica bem como se suas objeções envolvem asserções aparentemente ad hoc, e outro concernente a problemas da lógica deôntica, mais precisamente o problema dos discretos resultados das tarefas das seleções deônticas abstratas. A esses artigos, por fim, o fascículo traz um texto de Georg Lohmann sobre a filosofia da história na teoria crítica da sociedade de Jürgen Habermas, seguida da resposta deste ao texto de seu ex-aluno. Essa resposta de Habermas, ainda que constitua um texto curto, é inédita até mesmo para o meio acadêmico alemão e sua publicação em TRANS/FORM/AÇÃO contou com a autorização do próprio filósofo. A esses textos soma-se uma resenha crítica acerca da correspondência entre Adorno e Benjamin. (AU)