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Estudo dos efeitos hemodinâmicos, inflamatórios, histológicos e de estresse oxidativo após exposição à exaustão do combustível diesel: modelo experimental em ratos hipertensos

Resumo

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil, e, têm se tornado frequentes em sociedades modernas devido aos estilos de vida contemporâneos do mundo desenvolvido. Entre as causas do aumento de mortalidade cardiovascular estão os fatores de risco ambientais, como a exposição às partículas inaláveis produzidas pelos veículos automotores. Entre as doenças crônicas que apresentam importante disfunção endotelial e estresse oxidativo como prováveis reguladores da quebra da homeostase vascular está a hipertensão arterial, considerada o fator de risco mais importante para a ocorrência de doenças cardiovasculares. Em escala global, a hipertensão é responsável por pelo menos 45% das mortes por doença cardíaca e 51% das mortes por acidente vascular cerebral. Sabendo-se que exposição às partículas urbanas está relacionada de maneira direta com a produção de estresse oxidativo, é plausível que a poluição urbana das grandes metrópoles possa favorecer o desenvolvimento ou mesmo agravar o quadro de hipertensão arterial. A possibilidade de estudar o efeito direto dos produtos da exaustão provenientes da combustão de diesel em roedores é extremamente importante e eficaz através do modelo de intoxicação com o gerador de combustíveis instalado no campus da Faculdade de Medicina da USP. De forma inédita no Brasil, o sistema de gerador de combustíveis possibilita avaliar os riscos toxicológicos de combustíveis e suas misturas em uma ampla gama de desfechos. Temos como proposta principal avaliar os efeitos hemodinâmicos, aspectos de remodelamento das fibras da matriz extracelular cardíaca (sistema colagênico e sistema elástico), perfil inflamatório pulmonar e de estresse oxidativo pulmonar e cardíaco, visando obter uma conexão entre a exposição pulmonar ao diesel e seus efeitos sistêmicos, incluindo a integração do sistema cardiovascular no modelo experimental de hipertensão arterial. Para tanto, os seguintes parâmetros serão avaliados: Frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, pressão arterial, lavado broncoalveolar; hemograma completo, plaquetas, reticulócitos e fatores de coagulação (trombogênicos: fibrinogênio e fator de von Willebrand, e antitrombogêncios: anti-trombina III e proteína C ativada); expressão de marcadores de estresse oxidativo (GP91phox) e nitrosativo (iNOS, 3-nitrotirosina) e 8-isoprostano pelas células peribrônquicas, perivasculares e no parênquima pulmonar, endotélio vascular de vasos peribronquiolares e cardíacos através de imunohistoquímica; atividade das enzimas NADPH oxidase, SOD- superóxido dismutase, isoformas (SOD-1, SOD-2 e SOD-3), glutationa peroxidase (GPX) e catalase (CAT) no lavado broncoalveolar através de imunoensaio e avaliação qualitativa e quantitativa (através de técnicas estereológicas), o remodelamento dos elementos fibrilares da matriz extracelular (sistema colagênico e elástico) do ventrículo esquerdo de ratos SHR. (AU)

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