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Compostagem do lodo de esgoto: avaliação do processo, do produto gerado e dos custos

Resumo

O lodo de esgoto é os resíduos gerado em maior quantidade nas ETEs e tem como destino final, quase sempre os aterros sanitários. Esta disposição certamente não é a melhor opção por vários aspectos: a) os aterros tem seu custo de deposição; b) a legislação a partir de 2014 irá obrigar a deposição em aterros específicos, portanto mais caros e certamente mais distantes dos pontos de produção; c) o lodo de esgoto contem alta umidade e gera chorume que deverá por sua vez ser contido e tratado; d) o lodo de esgoto contem matéria orgânica e nutrientes, que poderiam ser aplicados na área agrícola e florestais com fertilizantes/condicionador de solo. O uso lodo em área agrícola foi utilizada por algumas ETEs. No entanto, a partir de 2011, quando a resolução Conama 375/2006 entrou em vigor, houve grande dificuldade das ETEs cumprirem os limites de tolerância para indicadores de patogenicidade para os lodos classe A, principalmente análises de vírus. Uma outra alternativa legal encontrada para o uso na agricultura do lodo de esgoto é enquadra-lo como produto fertilizante orgânico composto classe d, através do mapa. O lodo ao ser misturado com uma fonte de carbono, permite a elevação de temperatura o que possivelmente permitirá a pasteurização da massa e a diminuição ou eliminação dos organismos patogênicos. Portanto, este projeto, vai ao encontro da viabilização do composto a partir do lodo de esgoto (lodo atividade e lagoa de decantação) e (3) fontes de carbono (casca de eucalipto, bagaço de cana e casca de arroz) estudando o processo de compostagem, a possível eliminação dos patógenos, a melhoria da qualidade do composto com fosforo e a solubilização de fosfato natural no processo, a produção de substrato a partir do composto e os custos de produção. Para isso será instalado um pátio de compostagem na ETE Botucatu, localizado dentro da FCA-UNESP. (AU)

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Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TOLEDO SILVA, PHILIPPE SOLANO; ZABOTTO, ALESSANDRO REINALDO; FERREIRA DOS SANTOS, PATRICK LUAN; LEAL DO NASCIMENTO, MATHEUS VINICIUS; TAVARES, ARMANDO REIS; VILLAS BOAS, ROBERTO LYRA. Regrowth and ornamental traits of bermudagrass fertilized with sewage sludge. ORNAMENTAL HORTICULTURE-REVISTA BRASILEIRA DE HORTICULTURA ORNAMENTAL, v. 26, n. 3, p. 390-398, . (13/50413-0)
GABIRA, MONICA MORENO; GOMES DA SILVA, RICHARDSON BARBOSA; DE ALMEIDA PRADO BORTOLHEIRO, FERNANDA PACHECO; D'ANDREA MATEUS, CAROLINE DE MOURA; VILLAS BOAS, ROBERTO LYRA; ROSSI, SERGIO; GIRONA, MIGUEL MONTORO; DA SILVA, MAGALI RIBEIRO. Composted sewage sludge as an alternative substrate for forest seedlings production. IFOREST-BIOGEOSCIENCES AND FORESTRY, v. 14, p. 569-575, . (13/50413-0)
MANCA, ANGELO; DA SILVA, MAGALI RIBEIRO; GUERRINI, IRAE AMARAL; FERNANDES, DIRCEU MAXIMINO; VILLAS BOAS, ROBERTO LYRA; DA SILVA, LAURA CLETO; DA FONSECA, ALINE CASSIA; RUGGIU, MARIA CHIARA; CRUZ, CAIO VILELA; LOZANO SIVISACA, DEICY CAROLINA; et al. Composted sewage sludge with sugarcane bagasse as a commercial substrate for Eucalyptus urograndis seedling production. JOURNAL OF CLEANER PRODUCTION, v. 269, . (13/50413-0)
ZABOTTO, ALESSANDRO REINALDO; LONGUINI GOMES, LETICIA DANIELLE; D'ANDREA MATEUS, CAROLINE DE MOURA; VILLAS BOAS, ROBERTO LYRA; KANASHIRO, SHOEY; TAVARES, ARMANDO REIS. Nutrition and physiology of hybrid Eucalyptus urograndis in soil fertilized with sewage sludge. EMIRATES JOURNAL OF FOOD AND AGRICULTURE, v. 32, n. 1, p. 19-24, . (13/50413-0)

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