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Validação do modelo do status epilepticus neonatal para estudo dos transtornos do neurodesenvolvimento

Processo: 16/01154-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Roberta Monterazzo Cysneiros
Beneficiário:Roberta Monterazzo Cysneiros
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Instituto Presbiteriano Mackenzie. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Hipotálamo  Neurofisiologia  Neuropeptídeos  Hipocampo  Pilocarpina 

Resumo

Modelos animais com lesões neonatais que resultam em prejuízo na interação social são considerados úteis para o estudo de déficits do neurodesenvolvimento subjacente aos transtornos neuropsiquiátricos, como esquizofrenia e autismo. Consideram-se lesões neonatais em ratos as que ocorrem entre os dia 8 e 10 pós-natal, uma vez que este período correspondente a um neonato a termo. O Status epilepticus (SE), uma condição aguda caracterizada por convulsões repetitivas ou prolongadas, ocorre mais frequentemente em crianças que em adultos, e em 40-50% dos casos crianças com idade inferior a dois anos. Apesar do cérebro imaturo ser mais susceptível para as crises epilépticas que o cérebro maduro, tem-se assumido que este é menos vulnerável aos danos estruturais induzidos pelo SE. Contudo, estudos experimentais demonstram que o SE neonatal traz prejuízos na memória dependente da integridade do hipocampo e na plasticidade sináptica por meio de alterações na transmissão sináptica inibitória e nas sinapses glutamatérgicas, altera a circuitaria GABAérgica intracortical, aumenta a apoptose no tálamo e reduz os níveis de dopamina no córtex pré-frontal. Estudos do nosso grupo e de grupos independentes demonstraram que o SE neonatal produz comportamento autista caracterizado pela baixa preferência pela novidade social, déficit de discriminação social e comportamento tipo ansioso, mas os mecanismos subjacentes ainda não foram elucidados. O conjunto de alterações desencadeadas pelas crises neonatais em roedores sugere que o modelo pode ser útil para a investigação dos transtornos do neurodesenvolvimento. Alguns dos testes comportamentais recomendados para validação do modelo já foram explorados e os demais estão sendo propostos no presente projeto. O principal objetivo do projeto trabalho é buscar evidências de validade do modelo do SE neonatal para estudo dos transtornos do neurodesenvolvimento. (AU)