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RNAseq revela que as hidrofobinas estão envolvidas na adaptação de Aspergillus nidulans a lignocelulose

Processo: 16/12200-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Gustavo Henrique Goldman
Beneficiário:Gustavo Henrique Goldman
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Genética molecular  Adesão  Aspergillus nidulans 

Resumo

BackgroundA cana de açúcar é uma das culturas mais lucrativas do mundo. O bagaço da cana de açúcar explodido (SEB) é um resíduo lignocelulósico (SEB), abundante e renovável para a próxima geração de biocombustíveis. Na naturea, fungos raramente existem como células planctônicas, semelhante a aquelas encontradas em meios ricos em nutrientes que existem dentro dos fermentadores industriais. Ao invés, os fungos predominantemente formam biofilmes que permitem eles sobrevir em ambientes hostis.ResultadosNós adotamos uma abordagem de RNA-seq visando interrogar como o fungo filamentoso Aspergillus nidulans adapta se ao SEB, revelando a indução da respostas de starvation e a maquinaria lignocelulolítica, além de adaptações morfológicas. A análise genética mostrou a importância das hidrofobinas para o crescimento em SEB. A principal hidrofobina, RodA, foi retida dentro do biofilme fúngico nas fibras de SEB. O fator de transcrição StuA que regula a morfologia fúngica foi up regulado durante crescimento in SEB e controlou a expressão de hidrofobina. A ausência das hidrofobinas RodA ou DewC reduziram a formação do biofilme. A perda de RodA ou um StuA funcional reduziram a retenção das enzimas hidrolíticas na vizinhança do fungo. Portanto, as hidrofobinas promovem a formação do biofilme no SEB, e podem aumentar a utilização de lignocelulose através da promoção de uma estrutura compacta enzima-fungo. ConclusãoEste novo estudo enfatiza a importância das hidrofobinas na formação de biofilmes e na eficiente deconstrução da lignocelulose. (AU)