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Estudo dos efeitos protetores da pregabalina no sistema nervoso central e periférico e sistema muscular esquelético de camundongos mdx

Processo: 15/14385-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Gustavo Ferreira Simoes
Beneficiário:Gustavo Ferreira Simoes
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira ; Taize Machado Augusto
Assunto(s):Pregabalina  Medula espinhal  Neurociências  Nervo isquiático 

Resumo

Atualmente, muito se sabe sobre o acometimento muscular na DMD, mas poucos estudos estão voltados para os efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), especificamente no microambiente do neurônio medular motor e sensitivo e no gânglio espinal. Sabe-se que durante a evolução da doença, o terminal axonal, na junção neuromuscular, entra em um ciclo de denervação (retração) e reinervação (brotamento) simulando dessa forma, uma lesão nervosa periférica que pode influenciar diretamente os neurônios motores e sensitivos. A pregabalina (Lyrica, Pfizer) é um fármaco análogo ao GABA (Ácido gama-aminobutírico)utilizada comoanticonvulsivo. A pregabalina se liga a subunidade ±2´ (tipo1) dos canais de cálcio voltagem dependentes atenuando o influxo de cálcio para o interior da célulaneuronal. Entre os seus efeitos neuroprotetores podemos citar a redução da liberação de neurotransmissores após a inflamação, modulação da transmissão sináptica do tipo excitatória, efeitos anti-apoptóticos e anti-inflamatórios, indução à melhora da função motora, redução nos níveis de caspase-3, aumento da expressão de GFAP (GlialFibrilaryAcidProtein) e da microglia após lesão na medula espinhal. O presente trabalho tem como objetivo promover um microambiente favorável para a regeneração nervosa central e periférica bem como no sistema muscular esquelético de camundongos MDX (modelos animais para o estudo da Distrofia Muscular de Duchenne) que apresentam processos de degeneração/regeneração muscular já nas primeiras semanas de vida. Assim, possibilitaremos a melhora dos sintomas da doença e aumento da qualidade de vida e sobrevida do modelo estudado. Ao mesmo tempo dos processos degenerativos, promoveremos lesões nervosas periféricas com o intuito de intensificar os danos junto ao microambiente medular, nos nervos isquiáticos, nos gânglios espinais e nas fibras musculares esqueléticas para melhor entendermos os mecanismos do tratamento a nível morfológico, funcional e molecular tanto com análises in vivo quanto in vitro. Estudos preliminares em nosso laboratório demonstraram que a pregabalina apresenta-se como um potencial neuroprotetor para doenças neuromusculares, especialmente a Distrofia Muscular de Duchenne. Os camundongos MDX tratados com pregabalina apresentaram circuitos sinápticos mais denos no microambiente do motoneurônio alfa após a transecção do nervo isquiático (em torno de 31% em relação ao grupo não tratado). Podemos observar, também, que a reatividade glial apresentou-se reduzida no grupo tratado com pregabalina (em torno de 64% em relação ao grupo não tratado). Acreditamos que, a partir dos resultados obtidos neste projeto poderemos fornecer subsídios para a melhor compreensão dos mecanismos envolvidos nos processos relacionados ao SNC e SNP durante os processos de degeneração muscular. (AU)

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