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Debra Jean Skene | University of Surrey - Inglaterra

Processo: 16/50417-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 04 de maio de 2017 - 14 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Convênio/Acordo: Newton Fund, com FAPESP como instituição parceira no Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Roberta de Castro Moreno
Beneficiário:Claudia Roberta de Castro Moreno
Pesquisador visitante: Debra Jean Skene
Inst. do pesquisador visitante: University of Surrey, Inglaterra
Pesq. responsável no exterior: Debra Jean Skene
Instituição no exterior: University of Surrey, Inglaterra
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Trabalho noturno  Hábitos alimentares  Programação genética  Melatonina  Obesidade 

Resumo

O risco de distúrbios metabólicos tem aumentado na sociedade tornando-se ainda mais comum em jovens. O trabalho noturno está intimamente associado com os componentes da síndrome metabólica incluindo diabetes, obesidade e doença cardiovascular. Distúrbios em ritmos circadianos e no ciclo sono-vigília também estão associados à doença metabólica. Este projeto tem como objetivo estudar os distúrbios entre crianças e adolescentes que poderiam ser ligados à exposição ao trabalho noturno durante a gravidez materna. Modelos animais têm mostrado que a supressão de melatonina tem um impacto negativo sobre a programação (estrutura, metabolismo e fisiologia) de órgãos vitais no feto gerando um dano permanente. Uma possível explicação para esse impacto na programação genética de órgãos é a redução da melatonina devido à exposição à luz durante a noite. Por meio do estudo de descendentes de mães que durante a gravidez foram expostas ao trabalho noturno será possível conhecer como o ambiente fetal pode levar a perturbações metabólicas durante a infância e adolescência. Assim, nossa hipótese é que as mulheres grávidas que trabalham à noite estão sujeitas a mudanças nos níveis de melatonina, o que leva a mudanças metabólicas em seus descendentes. As participantes do estudo serão trabalhadoras diurnas e noturnas da equipe de enfermagem de um hospital público que estão grávidas (20 de cada grupo). Elas vão responder a questionários sobre dados sociodemográficos, hábitos alimentares e cronotipo. A melatonina salivar e estado nutricional também serão avaliados. Para investigar o padrão de atividade e repouso, as participantes vão usar actígrafos e preencher diários de atividades diárias. Já estabelecemos um consórcio de pesquisa bem sucedido entre a Universidade de São Paulo (Prof. Claudia Moreno) e Universidade de Surrey (Prof. Debra Skene) com alguns estudos em colaboração financiados por outros auxílios (FAPESP, CAPES). O presente financiamento permitirá a assistência no estudo de campo e na coleta de dados da pesquisadora do Reino Unido, incluindo suporte na análise de amostras biológicas e biomarcadores" metabólicos. A rnetodoloqia estabelecida em Surrey (Davies et al., 2014) vai permitir a medição de biomarcadores de doenças metabólicas (hormônios) nos grupos de estudo. Combinando a experiência inglesa com marcadores fisiológicos com a experiência brasileira em Saúde do trabalhador será possível realizar uma avaliação mais ampla dos grupos de estudo. (AU)