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Os efeitos do exercicio fisico no numero total e tamanho dos neuronios do ganglio celiaco de ratos diabeticos treinados e sedentarios.

Processo: 05/03084-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2006
Vigência (Término): 30 de abril de 2006
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Antonio Augusto Coppi Maciel Ribeiro
Beneficiário:Wanderley Lima Guidi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitus   Exercício físico   Estereologia

Resumo

O sistema nervoso autônomo do rato, como de outros mamíferos, consiste em um extenso arranjo de nervos e gânglios conectados ao sistema nervoso central (representado pelo cérebro e medula espinhal por um lado) e às vísceras pelo outro lado, e está organizado em grupos de gânglios que são classificados topograficamente em paravertebrais, pré-vertebrais, paraviscerais e intramurais. Os gânglios autônomos, em sua maioria, são facilmente reconhecidos ao longo do tronco simpático através de espessamentos e/ou emaranhado de nervos. Os gânglios pré-vertebrais estão em sua maioria dispostos em amplos plexos nervosos. O plexo abdominal inclui o gânglio celíaco e o gânglio mesentérico cranial localizados próximos à aorta abdominal (Gabella, 2004). Várias doenças podem afetar o sistema nervoso autônomo e seus gânglios. Uma das mais importantes é o Diabetes mellitus que provoca a Neuropatia diabética. A incidência do Diabetes mellitus (tipo I e tipo II) está crescendo a proporções de epidemia, com uma prevalência mundial combinada esperada de 220 milhões antes do ano 2010 (Zgibor et al; 2004). É comum o uso de insulina no tratamento do diabetes. Entretanto a resistência à insulina é uma desordem metabólica progressiva associada à inatividade, envelhecimento, predisposição genética e fatores ambientais. É ainda uma qualidade característica de uma variedade de estados que acompanham o Diabetes tipo II, incluindo obesidade, hipertensão e arteriosclerose (Hawley et al., 2004.) A neuropatia produzida pelo Diabetes tem fatores múltiplos entre os quais alterações no metabolismo endoneural, produção de fator neurotrofico defeituoso,redução do suplemento de sangue para os nervos, e falha nos mecanismos imunológicos. Embora tenham sido propostos muitos estudos experimentais e clínicos para determinar a melhor estratégia de prevenção e tratamento da neuropatia diabética, o controle glicêmico rígido é a principal (Siemionow et al, 2004). A pratica de atividade física regular pode reduzir os riscos do diabetes tipo II. O efeito protetor da atividade física foi observado inclusive em indivíduos com um índice excessivo de massa corpórea e glicemia elevada (Hu et al., 2004). A capacidade do exercício agudo para aumentar a glicose no músculo esquelético tem sido bem caracterizada, e o efeito do exercício crônico para aumentar a sensibilidade da insulina tem sido relatado em um grande número de estudos. Um assunto comum associado a este estudo de interação de exercício e ação de insulina no músculo é a descoberta de que o exercício aumenta a atividade de síntese de glicogênio e neoglicogênese (Christ-Roberts et al., 2004). A atividade física tem sido reconhecida por ter um efeito benéfico no controle de glicose sanguínea em diabéticos insulina-dependente com hiperglicemia moderada rápida (Seals et al., 1984 ). Nesse contexto, pretendemos observar os efeitos da atividade física no aspecto morfológico: qualitativo e quantitativo dos neurônios do gânglio celíaco de ratos diabéticos submetidos à exercício físico e sedentários utilizando um delineamento experimental estereológico.

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