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Estresse físico modula a mecânica de tecido pulmonar periférico e a ativação de iNOS em cobaias com inflamação alérgica crônica

Processo: 08/03535-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Iolanda de Fátima Lopes Calvo Tibério
Beneficiário:Fabiana Gomes dos Reis
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Asma   Óxido nítrico   Estresse oxidativo

Resumo

No primeiro momento deste estudo avaliou-se se o estresse físico influencia a mecânica de tecido pulmonar periférico, bem como os possíveis determinantes morfológicos destas alterações funcionais. Para tanto, analisou-se a resistência (Rt) e elastância (Et), a inflamação eosinofílica, a expressão celular de iNOS, o conteúdo de actina e colágeno e a ativação do estresse oxidativo no tecido pulmonar periférico de cobaias com inflamação alérgica crônica. Utilizou-se 4 grupos experimentais: 1. animais expostos a ovalbumina (OVA); 2. animais expostos a solução salina (SAL); 3. animais expostos a ovalbumina e submetidos ao protocolo de estresse (OVA-S); 4. animais expostos a solução salina e submetidos ao protocolo de estresse (SAL-S). Os resultados demonstraram aumento significativo na %Rt, %Et, densidade de eosinófilos, expressão celular de 8-iso-PGF2-alfa e conteúdo de colágeno e actina no septo alveolar em animais expostos a ovoalbumina em comparação aos expostos a salina. Independente da sensibilização, o estresse induziu um aumento do peso das glândulas adrenais e também na expressão celular de 8-iso-PGF2-alfa em comparação aos grupos não estressados. Nos animais expostos a ovoalbumina e submetidos ao estresse houve maior aumento na %Rt, %Et e do conteúdo de actina comparados ao grupo OVA. Houve aumento na expressão celular de iNOS entre os grupos OVA, OVA-S e SAL-S comparados ao grupo SAL. Frente a estes resultados e aos encontrados na literatura, julgamos necessário e fundamental complementar este estudo com alguns outros experimentos que possam elucidar de modo mais aprofundado os mecanismos determinantes desta resposta. Consideramos necessária a realização da dosagem do cortisol, adrenalina e noradrenalina séricas para que os componentes de resposta ao estresse determinados pela ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e a ativação do sistema nervoso adrenérgico possam ser esclarecidos. Além disto, notamos que a resposta inflamatória potencializou a resposta da mecânica tecidual ao estresse e nesse sentido torna-se fundamental esclarecer qual seria o perfil de expressão de citocinas em linfócitos envolvidos nestas alterações. Com estes experimentos será possível estabelecer se a resposta observada é representada por ativação de Th2. Por fim, ainda considerando os resultados de mecânica tecidual, é importante ressaltar que o desafio no banho permitiu avaliar somente a resposta específica ao antígeno por meio da infusão de solução de ovoalbumina. Uma vez que houve a potencialização da resposta funcional apenas nos animais sensibilizados, é fundamental determinar se o estresse é capaz de induzir um aumento na reatividade tecidual utilizando um agente constritor inespecífico (acetilcolina). Assim, será possível determinar se o estresse por si só é capaz de alterar as respostas funcionais independente da sensibilização alérgica, já que resultados preliminares mostraram aumento da expressão de iNOS nos animais do grupo SAL-S, o que pode representar um dos mecanismos mediadores das alterações funcionais induzidas pelo estresse. Sabe-se que a produção de grandes quantidades de NO via ativação de iNOS tem participação no aumento do tônus muscular brônquico, como demonstrado previamente em nosso laboratório. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
REIS, Fabiana Gomes dos. O estresse físico modula a mecânica de tecido pulmonar periférico, a expressão de citocinas e o estresse oxidativo em cobaias com inflamação alérgica crônica. 2009. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina São Paulo.

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