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Composição e diversidade funcional de comunidades de peixes em riachos

Processo: 08/03583-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Lilian Casatti
Beneficiário:Fabrício Barreto Teresa
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:04/04820-3 - Fauna e flora de fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista: base para estudos de conservação da biodiversidade, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Comportamento animal   Peixes   Ecossistemas lóticos

Resumo

As comunidades de peixes são altamente susceptíveis às alterações na estrutura física do ambiente. Os efeitos destas alterações podem ser diversos, incluindo alteração na riqueza de espécies e abundância de populações. Contudo, o relacionamento do contexto estrutural físico do hábitat com alguns componentes da estrutura das comunidades de peixes, como por exemplo, o comportamento, tem sido pouco explorado, o que prejudica uma avaliação precisa da extensão dos impactos da degradação física dos hábitats sobre a biota aquática. A manutenção da integridade física dos hábitats é dependente da conservação da vegetação nativa no ambiente terrestre circundante. Assim, este estudo visa testar a hipótese de que riachos que correm dentro de fragmentos florestais que apresentam maior integridade estrutural abrigam comunidade de peixes com maior diversidade comportamental. Para isso, serão estudados 10 riachos, sendo cinco localizados no interior de fragmentos florestais e que apresentam maior integridade estrutural (referência) e cinco que correm fora de fragmentos florestais, apresentando menor integridade estrutural (impactados). O estudo será realizado na região Noroeste do Estado de São Paulo em riachos pertencentes ao sistema do Alto rio Paraná. A amostragem comportamental será efetuada ao longo de três trechos de 10 metros de extensão devidamente isolados com redes em cada riacho. Serão efetuadas três etapas de observação subaquáticas na estação seca, as quais visarão explorar a diversidade comportamental exibida pela comunidade incluindo comportamentos de deslocamento, alimentação, sociais, reprodutivos, dentre outros. Os padrões comportamentais serão observados com atenção especial ao seu relacionamento com os atributos estruturais físicos do ambiente. Após cada evento de amostragem comportamental, a estrutura física dos riachos será mensurada e os peixes de cada trecho serão coletados para a confirmação taxonômica, assim como para confirmação dos itens alimentares consumidos. A diversidade comportamental exibida pelas comunidades de peixes dos riachos referência será comparada com o padrão observado nos riachos impactados. Além disso, os descritores estruturais físicos de cada trecho serão correlacionados com os padrões comportamentais da comunidade para avaliar quais descritores estruturais do hábitat são mais importantes na determinação dos padrões comportamentais da comunidade. Com isso, espera-se avaliar a importância do componente estrutural dos hábitats e consequentemente dos fragmentos florestais remanescentes da região na manutenção da diversidade comportamental das comunidades de peixes. (AU)

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