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Estabelecimento de uma nova estratégia de clonagem in vitro de Oncidium e Dendrobium (Orchidaceae) por meio da utilização de caules estiolados.

Processo: 09/12568-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Gilberto Barbante Kerbauy
Beneficiário:Lucas Macedo Félix
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estiolamento   Dendrobium

Resumo

A micropropagação de orquídeas in vitro vem sendo aplicada principalmente com objetivo de elevar a taxa de multiplicação, além de eliminar patógenos e reduzir gastos na produção. Esta ferramenta de trabalho vem sendo utilizada rotineiramente no nosso laboratório, ao longo de mais de duas décadas, em pesquisas básicas de fisiologia e de aprimoramento da técnica de clonagem, principalmente de orquídeas, neste caso visando a obtenção de maior estabilidade genética dos regenerantes em cultivos de longa duração. Plantas do gênero Catasetum apresentam atividade indeterminada do meristema apical caulinar (MAC) quando incubadas no escuro, originando em pouco tempo longos estolões com crescimento indeterminado, comportamento raro no reino vegetal. Cada nó do caule estiolado possui uma gema lateral, que quando isolada e incubada no claro forma rapidamente uma planta completa, facilitando a micropropagação. Outros gêneros de orquídeas valorizadas no mercado da ornamentação não apresentam tal facilidade na multiplicação, mostrando-se recalcitrantes à micropropagação, como é o caso dos gêneros Dendrobium e Oncidium. A maioria dos eventos fotomorfogenéticos envolve a atuação de hormônios e de mensageiros secundários. O objetivo deste estudo é obter uma melhor compreensão dos mecanismos fisiológicos envolvidos no estiolamento de Oncidium e Dendrobium (Orchidaceae), ambos com crescimento caulinar limitado quando sob ausência de luz, buscando compreender os efeitos do escuro e dos hormônios etileno (exógenos e endógenos) e giberelina, bem como do radical livre óxido nítrico (exógeno e endógeno) na atividade do MAC dessas plantas. Como objetivo complementar, buscar-se-á induzir o estiolamento mais pronunciado nessas plantas, visando o estabelecimento de uma metodologia de multiplicação vegetativa in vitro baseada naquela utilizada para C. fimbriatum, que fosse, simultaneamente, de baixo custo e acessível aos produtores nacionais. Para tanto, serão utilizadas plantas de Dendrobium e Oncidium obtidas por meio da germinação assimbiótica. Após 120 dias de incubação, as plantas serão transferidas para o escuro e tratadas com diferentes concentrações de ácido giberélico, paclobutrazol (inibidor de biossíntese de giberelina), etileno, 1-metilciclopropeno (inibidor da ação do etileno), nitroprussiato de sódio (doador de NO), e carboxi-PTIO (seqüestrador de NO). Análises semanais dos teores de etileno e CO2 acumulados nos frascos serão conduzidas por meio de cromatografia gasosa e a quantificação de NO será realizada por meio do método de quimiluminescência. Após 90 dias de tratamento no escuro serão quantificados o tamanho e número de nós dos caules estiolados, e eventuais gemas laterais liberadas, além dos valores de massas fresca e seca dos estolões. Verificar-se-á a porcentagem de plantas regeneradas dos segmentos estiolados sob diferentes intensidades luminosas, de forma a desenvolver protocolos de micropropagação para ambas espécies.

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