| Processo: | 10/09370-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena |
| Pesquisador responsável: | Dominique Tilkin Gallois |
| Beneficiário: | Ana Martha Tie Yano |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 05/57134-2 - Redes ameríndias: geração e transformação de relações nas terras baixas sul-americanas, AP.TEM |
| Assunto(s): | Culinária Corporeidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Caxinauá | Corporalidade | Culinária | etnologia pano | saberes ameríndios | saberes ameríndios |
Resumo Cinegéticos por excelência, afirmam os caxinauá, povos falantes de uma língua pano, que a carne de caça (yuinaka) misturada a vegetais como milho (xeki), macaxeira (atsa) e banana (mani) é o que há de mais gostoso e saboroso (nuepeki) em sua sofisticada culinária. Para eles, comer bem constitui uma arte: reúne as pessoas, fortalece o pensamento (xinan), traz alegria (benima). No curso de minha estadia em San Martín, no Alto Purus, os mais velhos não hesitavam em ressaltar a beleza (duapa) de uma pessoa reconhecida por sua generosidade e hospitalidade - assim se referiam àquelas consideradas sábias, xinanya, dotadas de um "bom pensamento" (xinan pepa). O presente trabalho intenta refletir sobre alguns aspectos das relações articuladas em torno do ato de preparar a comida e ofertá-la a alguém, tomando a culinária caxinauá e seus modos à mesa como uma via privilegiada para expressar conhecimentos e colocá-los em circulação. | |
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