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A corda elástica como instrumento para treino de força de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica

Processo: 10/10501-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Ercy Mara Cipulo Ramos
Beneficiário:Tatiane Soares da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Composição corporal   Fisioterapia respiratória   Doença pulmonar obstrutiva crônica

Resumo

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma das principais causas de morte e incapacitação em todo o mundo. No Brasil, é responsável por cerca de 30 mil óbitos/ano, e a quinta causa de morte mais freqüente. Na DPOC, além das repercussões que ocorrem nos pulmões, vários órgãos e estruturas também estão alterados, por exemplo, a musculatura periférica. Embora as alterações musculares tenham causa multifatorial, a diminuição crônica do condicionamento é considerada o fator mais importante. Reverter, ao menos parcialmente essa condição é um importante benefício adquirido por meio da reabilitação pulmonar (RP). O exercício físico é considerado a conduta mais efetiva na RP e já são evidentes benefícios do treino de força para pacientes com DPOC. Atualmente, para realizá-lo são utilizados equipamentos de musculação que requerem amplo espaço físico e grande investimento e, muitas vezes, estão indisponíveis nos setores de tratamento fisioterapêutico. Neste contexto, a corda elástica é recurso viável devido ao seu baixo custo, fácil manuseio e portabilidade, além de proporcionar segurança e conforto similares aos equipamentos de musculação ou pesos livres. Assim, o estudo tem como objetivo avaliar a corda elástica como instrumento para treino de força de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, sem tratamento prévio, por meio da comparação com um treino de força convencional (aparelhos de musculação), em relação à medida de força e composição corporal. Participarão do estudo 36 indivíduos com DPOC, moderada a grave, de ambos os sexos, com idade entre 55 e 70 anos, divididos em dois grupos: exercício de força convencional (18) e exercício de força com corda elástica (18). Os indivíduos serão submetidos a três sessões semanais de treino de força, durante oito semanas consecutivas. Os dados obtidos serão tratados com testes estatísticos específicos. Espera-se que a resistência elástica proporcione um incremento na força e massa muscular equivalente ao proporcionado por meio do treino de força convencional (equipamentos de musculação), evidenciando a corda elástica como um instrumento viável para o treino de força de pacientes com DPOC, e como uma técnica inovadora e de fácil incorporação em clínicas de fisioterapia para o tratamento diferenciado desses pacientes.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: