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Avaliação da frequência dos polimorfismos C677T e A1298C do gene MTHFR e em mulheres inférteis e sua correlação com a síntese de estradiol folicular

Processo: 10/15497-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Caio Parente Barbosa
Beneficiário:Aline Amaro dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Reprodução humana   Técnicas de reprodução assistida   Infertilidade feminina   Polimorfismo genético   Estradiol   Folato

Resumo

A infertilidade acomete 20% dos casais em idade fértil. Aproximadamente 30% das causas de infertilidade estão relacionadas a fatores femininos, 30% a fatores masculinos, 30% dos casos ambos os fatores estão presentes e 10% não apresentam causa aparente. Cerca de 15% das causas de infertilidade feminina são genéticas e incluem mutações gênicas e aberrações cromossômicas, geradas por erros na divisão celular. O metabolismo do folato está envolvido em um grande número dos processos fisiológicos e patológicos. Os folatos participam no metabolismo de aminoácidos, síntese de purinas e pirimidina, e metilação dos ácidos nucléicos, proteínas e lipídios. A deficiência de folatos é determinada geneticamente ou pela dieta e pode comprometer a função dessas vias metabólicas e conduzir ao acúmulo de homocisteína. Os possíveis efeitos desfavoráveis da deficiência de folato e acúmulo de homocisteína nas funções reprodutivas femininas incluem a deficiência de divisão celular, a produção de citocinas inflamatórias, alteração do metabolismo do óxido nítrico, o aumento do estresse oxidativo, taxas elevadas de apoptose e alterações nas reações de metilação. Todos esses processos estão envolvidos no desenvolvimento de oócitos, a preparação da receptividade endometrial, implantação do embrião e, também na gravidez. As vias de metabolismo do folato podem ser modificadas por polimorfismos em genes envolvidos na absorção e metabolismo de folato. Estes polimorfismos podem alterar o efeito benéfico de folatos e outras vitaminas do complexo B, que desempenham um papel no metabolismo de grupos metil e alterar o fluxo de cofatores entre a síntese de DNA e as reações de metilação. Foi sugerido que a síntese de andrógenos e estrógeno seria influenciada pela presença de polimorfismos no gene MTHFR, a variação mais importante no metabolismo do folato. Thaler et al (2006) demonstraram que os pacientes que são submetidos à técnicas de reprodução assistida portadores do alelo T possuem resposta ovariana reduzida em relação ao estímulo com FSH recombinante(r). Além disso, estes pacientes apresentam significativamente concentrações mais baixas de estrógeno sérico e produzem significantemente menos oócitos recuperados. Durante a maturação folicular, é o fluido folicular (FF) que provê o microambiente necessário para desenvolvimento do oócito e contêm muitas substâncias envolvidas na maturação oocitária, fertilização e possivelmente no desenvolvimento do embrião. Assim, alterações nesse microambiente podem resultar em disfunção ovulatória, má qualidade do oócito, taxa de fertilização reduzida, embriões de baixa qualidade e as taxas de implantação reduzidas. Dessa forma, o objetivo do presente estudo é identificar a frequência dos polimorfismos do gene MTHFR (C677T e A1298C) em mulheres submetidas à técnicas de reprodução assistida e controles, correlacionar os dados com a síntese de estradiol nas células da granulosa e sangue periférico, além de correlacionar os resultados de reprodução assistida como número e qualidade dos oócitos, número e qualidade dos embriões, taxa de gravidez, taxas de abortamento, gemelaridade e nascimentos. (AU)