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A relação em L. Hjelmslev: estudo de interface entre a semiótica da Escola de Paris e a psicanálise Freudo-Lacaniana

Processo: 10/13677-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Waldir Beividas
Beneficiário:Paula Martins de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Semiótica

Resumo

Louis Hjelmslev define um objeto científico como sendo composto de duas partes: a primeira parte é um texto qualquer (seja da ordem do verbal, visual, olfativo, gestual, etc.) em seu plano da expressão e a segunda parte é um modo de significar tal plano da expressão, através de seu plano do conteúdo. Esse modelo que constitui um objeto científico é o modelo de semiótica conotativa do mestre dinamarquês. Assim dividido e classificado pelas funções que exerce, o objeto científico torna-se passível de ser estruturalmente cotejado a outros objetos científicos. Na teoria da linguagem de L. Hjelmslev, o mesmo se dá com as ciências que determinam seus objetos: elas se relacionam com eles em conformidade com a função que têm em relação a eles. A rede de relações e correlações que L. Hjelmslev traça entre classes funcionais vazias, a serem preenchidas permite relacionarmos as mais variadas ciências e/ou objeto, de modo que, enquanto epistemologia, a teoria do mestre dinamarquês possibilitará respondermos à questão fundamental de nossa dissertação, que é saber o modo como a semiótica da Escola de Paris e a psicanálise Freudo-Lacaniana se relacionam, e em que elas podem se complementar. A abordagem investigativa focalizando as relações da obra de L. Hjelmslev, embora custosa, dado seu rigor, se justifica pela possibilidade de enxergarmos, para além da relação entre tais disciplinas, o lugar que elas ocupam no seio da grande área de conhecimento das humanidades. Desse modo, defendemos a vocação de complementação da grande área das humanidades: as diferenças metodológicas devem servir à própria definição de cada disciplina e/ou objeto, e não a uma sorte "foraclusão". (AU)