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Avaliação de polimorfismos dos genes AMH e AMHR2 em mulheres inférteis e sua correlação com resultados de reprodução assistida

Processo: 11/15045-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de maio de 2012
Data de Término da vigência: 30 de abril de 2014
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Bianca Alves Vieira Bianco
Beneficiário:Carla Peluso de Paiva
Instituição Sede:Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Reprodução humana   Infertilidade feminina   Técnicas de reprodução assistida   Fertilização in vitro   Indução da ovulação   Polimorfismo genético
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Amh | Estimulação ovariana controlada | Fsh | Infertilidade feminina | Polimorfismos Genéticos | Reprodução Humana Assistida | Ginecologia/Reprodução Humana

Resumo

A infertilidade acomete cerca de 20% dos casais em idade fértil. O estudo de polimorfismos de genes que regulam a função reprodutiva feminina pode ajudar a esclarecer os mecanismos responsáveis pela função gonadal e fertilidade em humanos.Em reprodução humana assistida, a resposta a hiperestimulação ovariana controlada é variável e é difícil de ser prevista. Em mulheres jovens ovulatórias submetidas à fertilização in vitro (FIV), o protocolo de estimulação padrão pode resultar tanto em resposta satisfatória, quanto em resposta inadequada que exige o ajuste da dose de FSH ou na síndrome de hiperestimulação ovariana, uma complicação grave e potencialmente fatal da FIV. A identificação de pacientes com potencial para desenvolver hiper-resposta ou resposta inadequada ao tratamento padrão seria de grande auxílio clínico.Vários parâmetros têm sido postulados como preditores da resposta ovariana. O nível de FSH basal no terceiro dia do ciclo parece ter a melhor capacidade preditiva, mas uma significativa variabilidade intraindividual de ciclo para ciclo tem sido observada. O hormônio anti-müleriano (AMH) também está envolvido na regulação do crescimento folicular. Estudos em camundongos knockout para o gene AMH demonstraram que, na ausência de AMH, os folículos são recrutados em um ritmo mais rápido e são mais sensíveis ao FSH, sugerindo que esse hormônio pode inibir início do crescimento do folículo primordial e o crescimento induzido pelo FSH. Além disso, estudos em mulheres normo-ovulatórias demonstraram associação de polimorfismos do gene AMH e de seu receptor AMHR2 com os níveis de estradiol durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual sugerindo papel na regulação da sensibilidade ao FSH. Outros autores também demonstraram que o nível basal de AMH está correlacionado com a dose total de gonadotrofinas utilizadas, nível de estradiol, o número de folículos maduros no dia do hCG, o número de oócitos recuperados e taxa de gravidez em mulheres submetidas à FIV. Foi sugerido também que o nível sérico do AMH poderia prever a resposta ovariana inadequada (poor responder) e a síndrome de hiperestimulação ovariana. Além disso, diferentemente do FSH, apesar de durante o ciclo menstrual o AMH apresentar leves flutuações sanguíneas, isso não interfere na interpretação da reserva.Dessa forma, o AMH tem sido considerado atualmente como um promissor biomarcador do status ovariano, além de predizer resultados da FIV; no entanto, variações genéticas nos genes AMH e AMHR2 podem influenciar a função hormonal. Uma vez que o mesmo polimorfismo pode ter diferentes padrões de associação em diferentes populações, é de grande interesse caracterizar a real relação entre os polimorfismos dos genes AMH e AMHR2, os níveis séricos de FSH, AMH e estradiol, resultados da estimulação ovariana e resultados de reprodução assistida em mulheres Brasileiras submetidas a tratamentos por reprodução assistida.

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Publicações científicas (5)
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TREVISAN, CAMILA MARTINS; PELUSO, CARLA; CORDTS, EMERSON BARCHI; DE OLIVEIRA, RENATO; CHRISTOFOLINI, DENISE MARIA; BARBOSA, CAIO PARENTE; BIANCO, BIANCA. . CELLULAR PHYSIOLOGY AND BIOCHEMISTRY, v. 34, n. 5, p. 1527-1535, . (11/08681-1, 11/15045-4)
DE MATTOS, CLARISSA SANTIAGO; TREVISAN, CAMILA MARTINS; PELUSO, CARLA; ADAMI, FERNANDO; CORDTS, EMERSON BARCHI; CHRISTOFOLINI, DENISE MARIA; BARBOSA, CAIO PARENTE; BIANCO, BIANCA. . JOURNAL OF OVARIAN RESEARCH, v. 7, . (11/15045-4, 14/06177-2)
PELUSO, CARLA; FONSECA, FERNANDO L. A.; GASTALDO, GUILHERME G.; CHRISTOFOLINI, DENISE M.; CORDTS, EMERSON BARCHI; BARBOSA, CAIO P.; BIANCO, BIANCA. . CELLULAR PHYSIOLOGY AND BIOCHEMISTRY, v. 35, n. 4, p. 1401-1412, . (13/06989-4, 11/08681-1, 11/15045-4, 14/06177-2)
PELUSO, C.; FONSECA, F. L. A.; RODART, I. F.; CAVALCANTI, V.; GASTALDO, G.; CHRISTOFOLINI, D. M.; BARBOSA, C. P.; BIANCO, B.. . Clinica Chimica Acta, v. 437, p. 175-182, . (11/08681-1, 11/15045-4)
PELUSO, CARLA; CHRISTOFOLINI, DENISE M.; GOLDMAN, CECILIA S.; MAFRA, FERNANDA A.; CAVALCANTI, VIVIANE; BARBOSA, CAIO P.; BIANCO, BIANCA. . HUMAN IMMUNOLOGY, v. 74, n. 1, p. 93-97, . (12/00566-1, 11/15045-4)