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Nutrição nitrogenada de cana-de-açúcar com fertilizantes ou bactérias diazotróficas

Processo: 12/10097-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Convênio/Acordo: CNPq - Pronex
Pesquisador responsável:Heitor Cantarella
Beneficiário:Cássia Morilha Lorenzato
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/56147-1 - Nutrição nitrogenada de cana-de-açúcar com fertilizantes ou bactérias diazotróficas, AP.BIOEN.TEM
Assunto(s):Cana-de-açúcar   Bactérias fixadoras de nitrogênio   Biotecnologia

Resumo

No Brasil, mais de 8 milhões de hectares de cana-de-açúcar são cultivados para a produção de açúcar e etanol, dos quais, 5 milhões encontram-se no Estado de São Paulo. O nitrogênio é necessário em grandes quantidades para a produção de biomassa e é o nutriente mais caro nas formulações de fertilizantes para cana-de-açúcar. Além disso, estima-se que a síntese de fertilizante N conta com aproximadamente 25% de toda energia fóssil gasta nas operações de campo para a produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil. A emissão de óxido nitroso do uso de fertilizante N pode compensar parte dos ganhos ambientais do uso de biocombustíveis derivados da cana-de-açúcar de acordo com os dados da literatura internacional, embora poucas pesquisas têm sido realizadas sobre as condições de solos Brasileiros e condições de manejo. Acredita-se, que a fixação biológica do nitrogênio (FBN) é responsável por parte do suprimento do nitrogênio necessário pelas plantas de cana-de-açúcar. A contribuição atual da FBN para a cana-de-açúcar é controversial, embora, admite-se que apresenta um enorme potencial, especialmente, no Brasil. A FBN é afetada pela variedade, estirpe da bactéria e pela interação planta bactéria. Um inoculante produzido com 5 estirpes de diazotróficos fixadores de N2 foi recentemente desenvolvido, porém não foi extensivamente testado sobre condições de campo. Este projeto tem como objetivo estudar a contribuição da FBN para a produção da cana-de-açúcar, comparado com o uso de fertilizante N sintético em cinco locais, avaliando a emissão de N2O dos campos de cana-de-açúcar fertilizados com N, avaliando inoculante produzido com bactéria endofítica, buscando novos organismos fixadores de N2 adaptados às condições de cultivo da cana-de-açúcar do Estado de São Paulo e examinando as características genéticas da cana-de-açúcar relacionadas com a fixação de N2. Se a FBN pode ser manejada de forma a reduzir o uso de fertilizantes N, tanto pela inoculação das plantas no campo, ou pelo conhecimento das condições que podem favorecer a fixação de N2 ou mesmo pelo melhoramento de plantas mais aptas de se beneficiarem da FBN, o impacto para a produção de bioenergia oriunda da cana-de-açúcar será de grande significância econômica e ambiental. Nesse sentido, faz-se necessário a identificação de genótipos responsivos a fixação biológica de nitrogênio. (AU)