| Processo: | 12/03650-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 25 de julho de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 24 de julho de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia |
| Pesquisador responsável: | Augusto Alberto Valero Flores |
| Beneficiário: | María Soledad López |
| Supervisor: | Stuart Rees Jenkins |
| Instituição Sede: | Centro de Biologia Marinha (CEBIMAR). Universidade de São Paulo (USP). São Sebastião , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Bangor University, País de Gales |
| Vinculado à bolsa: | 09/07678-7 - Avaliação experimental do efeito (letal e não letal) de predadores bentônicos com diferentes estratégias de predação, Eriphia gonagra e Thais haemastoma, no bivalve Perna perna, BP.PD |
| Assunto(s): | Ecologia marinha Animais predadores Predação Defesa animal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cascata trófica | Defesas induzidas | Entremarés rochoso | Interação predador-presa | Interações indiretas mediadas por efeitos não letais | Ecologia marinha |
Resumo Comportamentos de evasão dos predadores podem diminuir a vulnerabilidade de suas presas e a intensidade de predação (efeitos não letais). Estes efeitos não letais podem ser propagados em cascata a outros níveis tróficos. Para testar esses efeitos as presas são expostas continuamente a sinais químicos do predador ou a ausência total desses sinais. Como no ambiente natural o risco de predação é variável ao longo do tempo e do espaço, os efeitos não letais podem ser substancialmente menores do que estimado a partir de experimentos que utilizam risco contínuo. A hipótese de alocação de risco (Risk Allocation Hypotheses) incorpora a variabilidade temporal do risco trazendo uma visão mais realista destes efeitos não letais, mas tem sido pouco testada com organismos marinhos. Durante a bolsa de pós-doutorado no Brasil testamos efeitos não letais e cascatas tróficas utilizando o delineamento experimental clássico de risco contínuo. Durante o estágio no exterior será testada a Hipótese de Alocação de Risco, variando o risco representado pelo caranguejo Carcinus maenas, o seu efeito direto na atividade alimentar do gastrópode herbívoro Littorina obtusata e o efeito em cascata no fenótipo da macroalga parda Ascophyllum nodosum. Em laboratório, a variabilidade de risco será simulada em tratamentos com diferente abundância do caranguejo predador e proporção de tempo que os gastrópodes experimentam o risco de predação. Na macroalga serão quantificados: danos de herbivoría e sua localização, crescimento, relação C:N e concentração de florotaninos (defesa química induzida). Também, será avaliado se as mudanças no fenótipo das macroalgas nos diferentes tratamentos de risco lhes conferem maior resistência contra subseqüentes ataques. Assim, o presente projeto pretende responder questões de relevância ecológica recentemente levantadas e pouco testadas pela comunidade científica internacional. (AU) | |
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