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Avaliação do subdiagnóstico da apneia do sono e suas potenciais causas em pacientes com doenças cardiovasculares em um centro cardiológico terciário

Processo: 12/10324-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2012
Vigência (Término): 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luciano Ferreira Drager
Beneficiário:Lucas Evangelista da Costa
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Apneia   Cardiologia   Doenças cardiovasculares   Sono

Resumo

A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é uma doença caracterizada pela obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores que resultam em episódios transitórios de redução da pressão intratorácica, hipóxia intermitente e fragmentação do sono. Estudos recentes sugerem que a AOS está independentemente associada com diversas condições clínicas como a hipertensão arterial, arritmias e insuficiência cardíaca bem como consistentemente relacionada a um aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais. À despeito destas e de outras evidências sugerindo o impacto da AOS sobre diversas doenças cardiovasculares e desfechos desfavoráveis, o subdiagnóstico da AOS na Cardiologia parece ser muito comum na prática clínica. De fato, poucos são os estudos que avaliaram a frequência de pacientes com AOS e o subdiagnóstico na Cardiologia. As potenciais explicações para este subdiagnóstico parecem ser múltiplas: falta de formação do médico em Medicina do Sono, relutância em aceitar a AOS como um potencial fator de risco cardiovascular, falta de evidências definitivas do papel da AOS em algumas doenças cardiovasculares, dificuldade de acesso à informação e atualização dos médicos e a dificuldade do acesso à população ao tratamento da AOS. Embora todas estas potenciais causas serem conhecidas na população geral, nenhum estudo avaliou a importância relativa das mesmas entre os Médicos Cardiologistas. Desta forma, o presente trabalho visa avaliar de forma consecutiva o risco da AOS em diferentes populações com doença cardiológica (hipertensão arterial sistêmica, doença coronariana, arritmias, valvulopatias e insuficiência cardíaca) em pacientes do Instituto do Coração (InCor) do complexo HCFMUSP. Fazemos a hipótese de que mesmo pacientes com alto risco para a AOS não são habitualmente triados / abordados e consequentemente tratados. Baseado na nossa hipótese, nós faremos uma análise das potenciais explicações interrogando médicos assistentes e residentes responsáveis pelo atendimento destes pacientes. No período de Julho de 2012 a Julho de 2013, serão recrutados cerca de 500 pacientes de ambos os sexos com idade e18 anos atendidos por 5 grupos de sub-especialidades da Cardiologia (hipertensão arterial sistêmica, doença coronariana, arritimias, valvulopatias e insuficiência cardíaca). Para cada grupo estudado, avaliaremos cerca de 100 pacientes. Todos os pacientes serão avaliados por um único pesquisador, que atenderá os pacientes no Setor de Pós-Consulta do InCor. Este Setor recebe habitualmente todos os pacientes que passam em consultas ambulatoriais no InCor. Após receberem explicações sobre o projeto e assinarem o termo de consentimento, os pacientes preencherão uma ficha com dados pessoais, avaliação de antecedentes médicos e medicamentos em uso. Um mesmo pesquisador realizará medidas antropométricas (índice de massa corpórea, circunferência cervical e circunferência abdominal) e aplicará os questionários de Berlim (questionário que avalia o risco de AOS ) e a escala de sonolência de Epworth (questionário que avalia o grau de sonolência). No intuito de realizar uma validação interna do questionário de Berlin para o rastreamento da AOS, faremos uma monitorização portátil do sono (Apnealink, ResMed) em uma amostra de 50 casos (10 pacientes por grupo - 5 pacientes com alto risco e 5 pacientes com baixo risco para AOS pelo questionário de Berlim).