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Ingestão crônica dè fluoreto: efeito Èm parâmetros relacionados com a resistência à insulina Èm camundongos com diferentes susceptibilidade genéticas à fluorose dentária

Processo: 13/13726-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva
Pesquisador responsável:Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Beneficiário:Tatiana Martini
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitus   Fluoretos   Fluorose dentária   Variação genética   Bioquímica

Resumo

O íon fluoreto (F) provém do elemento flúor, considerado um dos elementos mais abundantes na crosta terrestre. Sua absorção é inversamente relacionada ao pH e ocorre rapidamente pelo trato grastrointestinal, incialmente no estômago e posteriormente no intestino delgado. Após sua absorção, o F é distribuído pelos tecidos através da corrente sanguínea e armazenado nos tecidos calcificados e nos tecidos moles. Sua excreção acontece essencialmente por via renal. Trata-se de um elemento extremamente relevante em termos de Saúde Pública, devido às suas propriedades de prevenir ou reverter lesões cariosas em indivíduos de todas as idades. No entanto, sua ingestão excessiva é capaz de afetar o metabolismo ósseo, bem como o desenvolvimento do esmalte dentário. Estudos sugerem que o F pode interferir em vias metabólicas, inibindo a ação de diversas enzimas e ainda atuando sobre a via glicolítica. Há trabalhos com animais que investigam a relação entre ingestão de F e resistência à insulina. Estudos mostraram que após a administração de uma única dose de 40 µmol de F/100 g de peso corporal a ratas Sprague dawley, houve uma queda imediata nos níveis plasmáticos de insulina, com consequente aumento da glicemia. A insulina e a glicemia retornaram aos níveis basais normais em 4-5 horas, coincidindo com a remoção do F do plasma e tecidos moles. Por outro lado, em estudo com ratos de outra linhagem (Wistar) em tratamento crônico com (F) na água (5 ou 50 ppmF), não foi observada alteração significativa na glicemia, nem na insulinemia. Esses resultados discrepantes talvez possam ser explicados pela diferença genética entre as linhagens utilizadas. Sabe-se que camundongos da linhagem A/J são extremamente sensíveis ao tratamento com F, enquanto que os camundongos da linhagem 129P3/J são altamente resistentes aos efeitos deste íon. Com base no exposto, pretende-se investigar se esses animais que sabidamente apresentam uma expressão proteica diferencial quando expostos ao F devido ao seu background genético, apresentam também respostas diferentes nos parâmetros relacionados à homeostase da glicose. Para tanto, após aprovação da Comissão de ética, 96 animais serão obtidos imediatamente após o desmame, divididos em 6 grupos, e tratados por um período de 42 dias sob condição de luz, temperatura e umidade controladas, com doses de 0, 15 e 50 ppm de F na água. Será fornecida quantidade conhecida de ração com baixo teor de F. Após a realização do tratamento, os camundongos serão submetidos à eutanásia e serão analisadas dosagens de glicemia, insulinemia, F no plasma e na e teste de intolerância à insulina (ITT). O índice HOMA-IR será calculado. Após verificação da normalidade e homogeneidade, os dados serão avaliados pelo teste estatístico apropriado (p<0,05).