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Desenvolvimento e Produção de Radiofármacos Emissores de Pósitrons com Aplicações Diagnósticas em Oncologia

Processo: 14/02317-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Radiologia Médica
Pesquisador responsável:Emerson Soares Bernardes
Beneficiário:Emerson Soares Bernardes
Instituição-sede: Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/06875-6 - Desenvolvimento e produção de radiofármacos emissores de pósitrons com aplicações diagnósticas em oncologia, AP.JP
Assunto(s):Hipóxia   Compostos radiofarmacêuticos   Imagem molecular   Medicina nuclear   Oncologia

Resumo

Radiofármacos são substâncias (fármacos, drogas ou produtos biológicos) marcadas com radionuclídeos, utilizados em Medicina Nuclear com finalidades terapêuticas e diagnósticas em diversas áreas, incluindo a oncologia. Nos últimos 50 anos, centros de pesquisa em Medicina Nuclear têm investido esforços no desenvolvimento e aplicações de novos radiofármacos no campo da medicina. Entretanto, no cenário nacional a pesquisa e desenvolvimento dessas moléculas para uso em PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) tem se mostrado limitado, em parte pelo controle e monopólio da produção de radionuclídeos exercido pela União até 2006. Atualmente, o único radiofármaco para PET produzido no Brasil é um análogo da glicose (2-desoxi-2-18Flúor-D-glicose) marcado com Flúor 18 radioativo (18F-FDG). Embora o 18F-FDG seja utilizado com sucesso no diagnóstico por imagem molecular de vários tipos de câncer, alguns tumores apresentam características metabólicas que desfavorecem a sensibilidade e especificidade do 18F-FDG. Diante do exposto, o principal objetivo deste projeto é a criação de uma linha de pesquisa voltada ao desenvolvimento e produção de novos radiofármacos marcados com 18F para PET, com potencial aplicação no diagnóstico molecular por imagem em oncologia. Com esse objetivo, propomos a síntese de novas moléculas que permitirão: (1) detectar tumores que apresentam a expressão de receptores de Angiotensina II; (2) detectar e calcular a extensão de áreas de hipóxia no microambiente tumoral e; (3) analisar o padrão de glicosilação associado com progressão tumoral in vivo. Além disso, propomos a síntese de radiofármacos já descritos na literatura com a finalidade de estudar a biodistribuição de moléculas envolvidas na progressão tumoral e, de investigar novas formas de terapias anti-tumorais. Cumpre ressaltar que a escolha dos novos radiofármacos a serem desenvolvidos foi pautada em critérios que visam usufruir os recursos existentes e valorizar as competências científicas já estabelecidas no Estado de São Paulo. Já a síntese dos compostos descritos permitirá uma maior integração entre os grupos de pesquisa estabelecidos no complexo HC-FMUSP, além de abrir novas perspectivas de investigação para esses grupos. Visando atingir esses objetivos, um dos grandes desafios a ser ultrapassado é o estabelecimento das condições necessárias para o desenvolvimento de moléculas marcadas com 18F na unidade de pesquisa pré-clínica do SMN-InRad-HC-FMUSP (Serviço de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Uma vez vencidos os desafios, o projeto permitirá o desenvolvimento e capacitação de recursos humanos em diversas áreas do conhecimento (Química, Farmácia, Física, Biologia, Medicina), além de impulsionar a pesquisa em diagnóstico molecular por imagem no InRad-HC-FMUSP e no Estado de São Paulo.