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Inibição de PARP-1 ou do fator de transcrição E2F em linhagens de glioblastoma tratadas com antitumorais, visando uma possível aplicação como estratégia terapêutica.

Processo: 14/14099-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Beneficiário:Veronica Santana da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/09352-7 - Instabilidade genômica e vias de sinalização molecular envolvendo respostas a danos e reparo do DNA em doenças humanas, AP.R
Assunto(s):Reparo do DNA   Instabilidade genômica   Temozolomida

Resumo

O glioblastoma (GBM) é um dos tumores mais letais e a radioterapia e quimioterapia adjuvante com temozolomida (TMZ) permanecem como as principais terapias. Entretanto, a sobrevida desses pacientes não ultrapassa 15 meses após o diagnóstico, sendo a resistência desses tumores aos tratamentos o grande desafio a ser superado. Novas modalidades de tratamento visam aumentar a eficácia terapêutica dos tratamentos padrões (quimio e/ou radioterapia), como a estratégia de inibição do reparo do DNA. Assim, com o objetivo de investigar os mecanismos envolvidos na resistência do GBM aos agentes antitumorais (além dos já conhecidos, como é o caso do reparo MGMT), utilizaremos como estratégia a inibição de PARP-1, enzima participante de várias vias de reparo, dentre outros processos. A hipótese do presente projeto se baseia nas evidências de que a letalidade sintética (inibição dupla de vias de reparo) envolvendo inibidores de PARP associada ao comprometimento do HR (Homologous Recombination) se mostra eficaz no sentido de incrementar a letalidade dirigida às células tumorais. Mutações no gene PTEN têm sido observadas em 30-40% dos pacientes com GBM, o qual pode possivelmente comprometer o HR, visto estar envolvido na regulação de RAD51, o que torna interessante a investigação envolvendo a letalidade sintética promovida por inibidores de PARP e HR em GBMs. Outro alvo interessante é a família E2F de fatores de transcrição. Há evidência de que membros dessa família apresentam funções relacionadas à proliferação, apoptose, invasão, ciclo celular e reparo no DNA; alguns desses fatores de transcrição (E2F1 e E2F4) já foram relatados como superexpressos em GBM, quando comparados a amostras de tecidos cerebrais normais. Assim, o objetivo principal do projeto é estudar as respostas celulares sob tratamentos com a droga TMZ associada à inibição de PARP-1, bem como sob condições de irradiação das células associada ao inibidor de E2F1, buscando alterações na indução de danos no DNA e incremento da letalidade celular, o que será avaliado por vários métodos: sobrevivência clonogênica, cinética de progressão do ciclo celular, apoptose e cinética do reparo de quebras duplas em células de várias linhagens de GBM.