| Processo: | 14/19080-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica |
| Pesquisador responsável: | Manoel Antônio dos Santos |
| Beneficiário: | Fernanda Pires Garcia |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Psicologia da saúde Anorexia nervosa Transtornos da alimentação e da ingestão de alimentos Comportamento alimentar Tratamento psicológico Inquéritos e questionários Pesquisa qualitativa Estudos transversais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Fatores Terapêuticos | grupo de apoio | transtornos alimentares | Psicologia da Saúde |
Resumo Transtornos alimentares (TAs) constituem um grupo de graves perturbações do comportamento alimentar, que se subdividem em Anorexia Nervosa (AN), Bulimia Nervosa (BN) e Transtorno da Compulsão Alimentar. A etiologia multifatorial inclui os fatores familiares. Por se tratar de uma psicopatologia que pode evoluir para uma condição crônica, a questão da adesão ao tratamento é considerada um ponto crítico, exigindo atenção multidisciplinar e o envolvimento e participação ativa dos familiares incluída como parte do plano terapêutico das(os) pacientes. Com a reorientação do modelo de atenção em saúde, o tratamento psicológico na modalidade grupal, em particular os grupos de apoio em contexto ambulatorial, têm sido preconizados como estratégias a serem utilizadas pelos serviços de saúde. Todavia, pouco se sabe sobre a percepção dos participantes sobre esses grupos, o que demanda investimentos em pesquisas que permitam esclarecer a relevância atribuída ao grupo por aqueles que dele participam e o sustentam, circunscrevendo seus limites e suas potencialidades. Hipotetiza-se que o envolvimento dos familiares de pacientes com TAs no tratamento como um todo pode ser potencializado por esses grupos, o que contribuiria para aumentar a motivação desses pacientes para permanecerem no tratamento e se recuperarem de seus sintomas. Acredita-se também que, se a aliança terapêutica for bem estabelecida e se houver envolvimento genuíno dos familiares no plano terapêutico, os pacientes poderão se sentir amparados e apoiados a enfrentarem os desafios e ambivalências que encontram na travessia de seu tratamento. Considerando-se esses pressupostos, o presente estudo tem como objetivo investigar a percepção de familiares de pacientes com TAs acerca dos grupos de apoio do qual participam. Trata-se de um estudo clínico-qualitativo. Serão incluídos todos os familiares de pacientes diagnosticados com AN e BN que participam das reuniões semanais dos grupos de apoio. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, descritivo e exploratório, de corte transversal. A amostra de conveniência será composta por familiares de pacientes acometidos pelos TAs vinculados a um serviço especializado de um hospital universitário. Complementando o referencial metodológico clínico-qualitativo será utilizada a conceituação do incidente crítico. O marco teórico a ser empregado para a análise dos dados será a sistematização dos fatores terapêuticos proposta por Yalom. Para coleta de dados será utilizado um Formulário de Dados Sociodemográficos e o Questionário do Incidente Crítico (QIC), com o propósito de avaliar facilidades e dificuldades percebidas pelos familiares durante o grupo de apoio. Serão realizadas entrevistas individualmente, em situação face a face, ao longo de um único encontro, consecutivo ao término da sessão grupal. As entrevistas serão audiogravadas mediante autorização dos participantes. Após a coleta de dados, o conteúdo audiogravado será transcrito literalmente e na íntegra. Posteriormente, os dados serão submetidos à análise de conteúdo temática. Para tanto, será investigada a perspectiva pela qual os participantes compreendem as situações compartilhadas em grupo, em termos dos sentimentos, pensamentos e comportamentos despertados. Acredita-se que o conhecimento resultante possa favorecer o aperfeiçoamento de estratégias de intervenção e o desenvolvimento de novas práticas no tratamento oferecido pelos profissionais de saúde que incluam pacientes com TAs e seus familiares. | |
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