| Processo: | 13/19198-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2017 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Bruno Barretto Gomide |
| Beneficiário: | Fabiola Bastos Notari |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Recepção (comunicação) Cinema Revolução Russa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Brasil | cinema | cultura | História | Recepção | Rússia | Cultura Russa |
Resumo A proposta do trabalho consiste em investigar e analisar as possíveis relações que há entre o cinema de Serguei Mikhailóvitch Eisenstein, visto como cineasta da revolução socialista, e o contexto histórico brasileiro durante períodos que antecedem o regime militar e que o sucedem, de 1946 a 1989, na tentativa de revisitar a maneira como os filmes e textos desse cineasta foram recebidos e estudados pelos brasileiros. Paralelamente, buscar-se-á relacionar os espaços de exibição desses filmes, como cineclubes, salas de cinema e espaços culturais ao seu contexto histórico e político, articulando essas exibições a outras manifestações artísticas, como exposições e espetáculos. Também serão observadas as itinerâncias desses filmes pelo território nacional, buscando entender as relações entre distribuidoras de filmes, o público e esses espaços de exibição como locais de discussão e reflexão em períodos de repressão e censura. Essa tensão é eixo fundamental para compreender a recepção desse cineasta "socialista", seu reconhecimento e a busca incessante por parte de intelectuais e interessados pelo estudo das teorias desse cineasta ainda distante. Esse mapeamento também abarcará a reunião de críticas e textos publicados em jornais, revistas e livros sobre o cinema de Eisenstein. Dessa maneira, pretende-se traçar um mapeamento crítico dessas produções apresentando similaridades e contrastes, além de paralelamente analisar quais textos de Eisenstein foram traduzidos para o português e/ou quais textos esses intelectuais tinham acesso. Nesta pesquisa, alguns capítulos serão dedicados a exibições, cuja repercussão em território nacional foi expressiva, como, por exemplo, a exposição 115 desenhos de S. Eisenstein, no Museu Lasar Segall, em 1974, juntamente a exibição de seus filmes. Pretende-se fazer traduções de dois textos inéditos significativos que dialoguem com o mapeamento crítico. É, portanto, a partir desses levantamentos crítico-reflexivos em torno do cinema de Eisenstein no Brasil, que o trabalho se encaminhará, tanto para elucidar as tensões da recepção desses filmes, quanto para abrir um campo em que possa ser pensada e estudada as relações entre a Cultura Russa e a Cultura Brasileira. (AU) | |
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