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Aspectos morfoquantitativos e ultraestruturais dos efeitos das distrofias musculares de Duchenne (DMD) e congênita (DMC) na sincondrose basioccipital de camundongos Dmdmdx e largemyd

Processo: 14/19605-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontopediatria
Pesquisador responsável:Edson Aparecido Liberti
Beneficiário:Letícia Martins Santos
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Distrofia muscular   Distrofia muscular de Duchenne   Desenvolvimento craniofacial   Modelos animais

Resumo

As Distrofias Musculares (DM) são definidas como um conjunto de patologias de origem genética que afetam a musculatura esquelética. A Distrofia Muscular de Duchene (DMD) é o tipo mais severo e frequente das distrofias musculares, afetando 1 em cada 3500 nascimentos de indivíduos do sexo masculino. Trata-se de uma mutação genética, sendo que o gene afetado codifica a proteína distrofina, e a ausência desta leva à ruptura e necrose de fibras musculares devido a alterações causadas entre o citoesqueleto e a matriz extracelular da membrana plasmática. A Distrofia Muscular Congênita (DMC) também é considerada um dos principais tipos de distrofia muscular. É um grupo heterogêneo de doenças autossômicas que tem o comprometimento muscular notado desde o nascimento ou nos primeiros meses de vida. Novas formas de DMC foram recentemente associadas a mutações em genes que codificam enzimas glicosiltransferases, que contribuem para a glicosilação da proteína ±-DG, membro essencial na formação e funcionamento do complexo DGC muscular. A base do crânio é uma região fundamental no desenvolvimento craniofacial, e as sincondroses nela presentes, constituídas de cartilagem primaria, são importantes centros de crescimento craniofacial, pois se ossificam pelo processo de ossificação endocondral. Embora a deficiência de distrofina e na glicosilação da proteína ±-DG não afete diretamente o desenvolvimento do tecido cartilagíneo, tem sido descrito que a ação da musculatura interfere nesse processo, o que confere às DM um potencial de alteração do crescimento craniofacial. Deste modo, no presente estudo, com o uso de técnicas de histologia, morfometria e ultraestrutural, serão avaliados os efeitos da DMD e DMC na sincondrose basioccipital (sbo), um importante centro de crescimento craniofacial em camundongos. Os modelos experimentais são os camundongos Dmdmdx, por tratar-se do modelo animal mais utilizado para o estudo da DMD, apesar de seu fenótipo suave, e os camundongos mutantes Largemyd que representam a DMC com fenótipo miopático grave semelhante ao observado em humanos.