| Processo: | 14/24702-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia das Populações Afro-brasileiras |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Dagoberto José Fonseca |
| Beneficiário: | Maxwell Martins |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Angola China Descolonização |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | China em África | Independência de Angola | Relações Sino-Angolanas | República popular da china | Antropologia das Populações Afro-Brasileiras |
Resumo Embora muito pouco conhecido no Brasil, os vínculos, as trocas comerciais e o envolvimento entre os mais variados povos dos atuais territórios da África e da Ásia são milenares, e foram fundamentais para os processos de descolonização, reconquista da independência e a construção dos atuais Estados nacionais nos mais variados países da África e da Ásia. Nesse sentido, o presente trabalho tem por finalidade investigar, registrar e compreender o envolvimento dos povos asiáticos dentro do processo de descolonização de Angola, mais especificamente a participação dos chineses como agentes ativos no processo de descolonização e reconquista da independência de Angola, evidenciando assim os canais decisórios que possibilitaram a contribuição chinesa entre os anos de 1960 a 1975. Devido ao fato do continente africano ser pautado por uma milenar tradição oral e a China possuir extensos registros ortográficos e visuais de tamanha envergadura, contaremos neste presente trabalho com levantamento bibliográfico de origem nacional e internacional acerca dos apoios externos presentes na luta independentista de Angola, assim como uma pequena sondagem visual do período, coletados através de buscas sistemáticas em sites pela internet, a partir de quatro idiomas (Espanhol, Inglês, Mandarim e Português). Além disto, é digno de nota que a utilização de fontes teóricas da China implicará no respeito e na manutenção de suas formas ortográficas vigentes. Por mais que o relacionamento entre asiáticos e africanos remontam há um passado milenar de comércio, fluxos migratórios e diplomacia (LÉVI-STRAUSS, 2000. MICHEL e BEURET, 2009), os vínculos e o envolvimento dos chineses em Angola decorrem apenas na década de 1960 do século XX, e foi fundamental para enfrentar a força militar dos colonizadores (COISSORÓ, 2007); serviu como instrumento eficaz de luta contra a hegemonia realizada pelos Estados Unidos e a ex-República Socialista Soviética (ZHANG, 2004); representou a possibilidade de não interferência nos assuntos internos, diferentemente do que ocorria com as ajudas vindas do Ocidente (COISSORÓ, 2007); e possibilitou a entrada da República Popular da China no Conselho de Segurança da ONU em 1971 (BELLO, 2008; COISSORÓ, 2007; ESTEVES, 2008). Cabe ressaltar que não se trata de minimizar a relevância e os esforços individuais dos agentes internos do conflito, pelo contrário, reconhece-se o papel de distintos atores individuais e/ou grupos na efetivação da independência. Contudo, os esforços, e os interesses dos agentes internos da descolonização de Angola estiveram dinamizados por agentes externos, como no caso os chineses, que dependiam das independências africanas como forma de expandir a sua influência política e ideológica. (AU) | |
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