| Processo: | 15/09311-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Maria de Lourdes Higuchi |
| Beneficiário: | Aline Rolim de Souza |
| Instituição Sede: | Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 11/12060-2 - Pesquisa morfo-biomolecular para detecção de agentes infecciosos na cardiomiopatia dilatada idiopática e miocardite linfocitária, AP.R |
| Assunto(s): | Patógenos Imuno-histoquímica Micropartículas Cardiomiopatias Microscopia óptica Microscopia eletrônica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Agentes Infecciosos | Cardiomiopatia | imunohistoquimica | Micropartículas | Microscopia Eletrônica | Microscopia ótica | Patologia Cardíaca |
Resumo A Insuficiência Cardíaca (IC) continua sendo um dos grandes problemas de saúde pública mundial. Nos Estados Unidos, onde cinco milhões de pacientes são afetados, cerca 30 a 40% falecem após um ano do diagnóstico inicial da doença. Os gastos relacionados à doença alcançam aproximadamente 30 bilhões de dólares; a complexidade, morbidade e mortalidade são semelhantes no Brasil. A pesquisa de agentes infecciosos pela biologia molecular tem mostrado a presença de agentes virais, Borrelia burgdorferi e Chlamydophila pneumoniae em grande parte dos casos de miocardite linfocitária e cardiomiopatia dilatada (CMD). Entretanto, os resultados de literatura sobre a incidência e a quantidade de agentes infecciosos são muito variáveis, assim como a resposta a tratamentos com o uso de drogas como antivirais ou imunomoduladores. Esta falta de uniformidade de resultados parece estar mais ligada a diferenças técnicas (modo de extrair o DNA, tipo primers utilizado, temperatura, etc), do que a diferenças epidemiológicas. Falando a favor desta teoria, a soma das porcentagens de positividade dos diferentes agentes infecciosos relatados na literatura ultrapassa em muito os 100%. Isto faz levantar a hipótese de que a co-infecção possa estar ocorrendo em maior frequência do que se acredita. A utilização de múltiplas técnicas de diagnóstico (pesquisa morfobiomolecular), envolvendo morfologia pela microscopia eletrônica, detecção do antígeno pela imunohistoquímica e o DNA pelo PCR real time ou hibridização in situ pode fornecer resultados mais confiáveis sobre a presença de um ou mais agentes infecciosos na biópsia endomiocárdica. Este resultado, em conjunto com análise da resposta imune, dados clínicos e histológicos pode direcionar de forma mais confiável, diferentes tratamentos que já vêm sendo propostos como uso de: antibióticos, imunomoduladores, imunossupressão ou antivirais. Os objetivos do presente trabalho são:1.Melhorar a sensibilidade e especificidade no diagnóstico de agentes infecciosos presentes no miocárdio de pacientes com insuficiência cardíaca por Cardiomiopatia dilatada idiopática ou suspeita de miocardite linfocitária idiopática utilizando a pesquisa morfo-biomolecular, que engloba as técnicas de microscopia eletrônica e imunohistoquimica, e, PCR tempo real somente dos agentes mais aumentados detectados pelos métodos imunohistoquimica e microscopia eletrônica.2.Verificar se os agentes infecciosos detectados na biópsia se correlacionam com micropartículas com DNA de arqueia e/ou a colagenase de arqueia AMZ1 pela hibridização in situ e imunohistoquimica na microscopia eletrônica. 3.Procurar se micropartículas com DNA e enzima de arqueia estão também presentes no soro e se correlacionam com a quantidade delas no coração.4.Verificar possível participação patogenética desses agentes, comparando com miocárdio "normal" de doadores de órgão e de necropsias do IML e se correlacionam com reação inflamatória (linfócitos, macrófagos, HLA-DR/DP/DQ e apoptose).5.Analisar se a terapia imunosupressora que é administrada ao paciente transplantado para evitar rejeição do órgão leva a aumento de alguns agentes infecciosos em comparação ao que está presente no coração "normal" do doador, ou no coração explantado, examinando as biópsias pós-transplante.Analisar dos casos do item 5 que evoluíram com rejeição, se a pulsoterapia (carga alta de corticóide) faz regredir alguns dos agentes infecciosos. | |
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