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Avaliação dos índices de felicidade, satisfação com a vida e afetos positivos e negativos em pacientes com câncer

Processo: 15/07680-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Bianca Sakamoto Ribeiro Paiva
Beneficiário:Paula de Souza Ferreira
Instituição-sede: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia   Cuidados paliativos   Felicidade   Bem-estar   Qualidade de vida   Paciente oncológico   Autorrelato   Inquéritos e questionários   Estudos transversais

Resumo

O número de pesquisas interessadas em descobrir o que é felicidade e o quanto as pessoas são felizes vêm crescendo ao longo dos anos. Uma das afirmações de maior consenso é de que o ser humano está sempre em busca da felicidade, independente do modo como ele a entenda. Certos de que a felicidade é um importante ícone vinculado à Qualidade de Vida de qualquer indivíduo e esta pode estar intimamente correlacionada à satisfação com a vida, assim como a questão dos afetos positivos e negativos de pessoas saudáveis ou não, comprova-se a importância de estudá-los. Portadores de câncer, embora apresentem angustiantes sintomas associados à progressão da doença, relatam também estados emocionais positivos e uma visão otimista com relação ao futuro, o que contribui para um potencial considerável de aumento das sensações de bem-estar e felicidade, sendo estas tipicamente mensuradas por meio do auto-relato. Objetivo: Definir o percentual de pacientes oncológicos tratados no Hospital de Câncer de Barretos que se consideram felizes e comparar os valores percentuais de felicidade entre os grupos de sobreviventes do câncer, em tratamento adjuvante e com câncer incurável. Justificativa: Considerando que a felicidade implica no bem-estar subjetivo, influenciando de forma positiva na qualidade de vida dos indivíduos, optamos por evidenciar aquilo que traz felicidade às pessoas. A felicidade, da maneira como este estudo pretende avaliar, ainda não foi avaliada em pacientes brasileiros com câncer. Assim, este estudo se justifica pela ausência de informações pertinentes relacionadas a este importante construto da qualidade de vida, a sensação de felicidade. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal. Os pacientes serão recrutados no Hospital de Câncer de Barretos e responderão aos instrumentos de coleta de dados da pesquisa de forma voluntária. Serão respondidos três questionários, contendo no total 36 questões sobre bem-estar, felicidade, satisfação com a vida e afetos positivos e negativos, e um com 31 questões sobre dados sócio demográficos e clínicos e associados potencialmente à sua felicidade. Resultados esperados: A identificação de condições associadas à maior percepção de felicidade poderá fornecer subsídios para políticas públicas nacionais que visem incentivar afetos positivos e reparar afetos negativos melhorando as condições de vida da população. O que deve ser estimulado (ou desestimulado), dentro do contexto da felicidade individual, ainda não é conhecido, especialmente em nossa realidade. Como o Hospital de Câncer de Barretos atende a um número grande de pacientes com câncer de todo o Brasil (são pelo menos 4.000 atendimentos diários, dos 27 Estados do Brasil) e tem em sua filosofia de trabalho o foco na humanização do atendimento, os resultados do presente estudo poderão ser úteis no futuro. Além do mais, a identificação de fatores associados à maior felicidade em pacientes com câncer poderá direcionar esforços visando a promoção de medidas que aumentem a chance de torná-lo mais feliz, mesmo vivendo em um ambiente de doença.