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Mente consciente e plasticidade cerebral

Processo: 15/20004-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Data de Início da vigência: 01 de agosto de 2016
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2017
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Jonas Gonçalves Coelho
Beneficiário:Jonas Gonçalves Coelho
Pesquisador Anfitrião: Patricia Smith Churchland
Instituição Sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Instituição Anfitriã: University of California, San Diego (UC San Diego), Estados Unidos  
Assunto(s):Mente   Cérebro
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Abordagem Dupla Face | Mente Consciente | Neurofilosofia | Plasticidade Cerebral | Relação Mente-Cérebro | Filosofia Da Mente

Resumo

Interpretando resultados de pesquisas neurocientíficas, eu estou assumindo uma "abordagem dupla face" da relação mente-cérebro. Por um lado, considero a mente consciente como cérebro, o que significa que a organização estrutural e funcional do cérebro é causa não apenas a existência, mas também as propriedades - forma e conteúdo - da mente consciente. Por outro lado, considero o cérebro como mente consciente, o que significa que a mente consciente, junto com propriedades biológicas e físicas, responsável pela organização estrutural do cérebro. Essa abordagem da relação mente consciente e cérebro não implica um menosprezo do corpo e do ambiente físico e sociocultural nos quais a mente consciente está incorporada e situada. Em relação à primeira face, são incontáveis os estudos, a maioria deles publicados nos últimos 30 anos, os quais usam diferentes métodos e tecnologias de pesquisa que permitem auscultar os cérebros normais e anormais durante e após tarefas cognitivas, afetivas e comportamentais, indicando a dependência das mente consciente em relação ao cérebro. Quanto à segunda face, pesquisas neurocientíficas contemporâneas também permitem inferir que o cérebro, além de ser fisicamente incorporado e situado, o é também conscientemente. Isso significa que, via mente consciente, embora não exclusivamente, o cérebro interage com seu corpo e com o ambiente físico e sociocultural no qual está imerso. Estou postulando que o que o cérebro é, e o que o cérebro faz, é inseparável de sua arquitetura estrutural e funcional, geneticamente programada e, como estudos envolvendo plasticidade cerebral mostram, resultante das interações do cérebro com o ambiente físico e sociocultural, os quais afetam o cérebro em virtude de sua capacidade de interagir com o mundo externo via sua mente consciente. Sobre esse aspecto, os estudos neurocientíficos mostram que o cérebro é modificado não apenas quando ele é fisicamente alterado por estímulos sensíveis, lesões, cirurgias, manipulação química e eletromagnética, etc., mas também, graças a sua plasticidade, por diferentes tipos de experiências físicas e psicológicas. Expondo-se a práticas socioculturais, tais como as relacionadas à educação regular, uma criança, por meio de sua mente consciente, tem o seu cérebro modificado, ou seja, a aprendizagem sociocultural não é separada do que acontece no cérebro. Como propõem definições paradigmáticas de plasticidade cerebral, há uma relação essencial, embora não exclusiva, entre mudanças cerebrais e experiência. O que os cientistas em geral não especificam é que a experiência que muda o cérebro é, pelo menos em muitos casos, a experiência consciente. Daí o objetivo principal da pesquisa proposta, explicitar e especificar a relação entre a experiência consciente, em seus aspectos cognitivos e afetivos/emocionais, e a plasticidade cerebral, o que em última instância significa estabelecer a importância da mente consciente para a organização estrutural e funcional do cérebro.

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