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Gerência e divisão do trabalho imaterial: um estudo sobre a organização do trabalho no contexto das novas tecnologias da informação e comunicação

Processo: 15/26867-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Henrique José Domiciano Amorim
Beneficiário:Guilherme Henrique Guilherme
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/23506-1 - Classe social e valor na teoria social contemporânea, AP.JP
Assunto(s):Sociologia do trabalho   Organização do trabalho   Divisão do trabalho   Gerência   Tecnologias da informação e comunicação   Novas tecnologias   Processos de trabalho   Autonomia

Resumo

Esse projeto se propõe a avaliar o trabalho imaterial em uma empresa de teleatendimento, a Atento, empresa essa amplamente fundamentada pela utilização de novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs). Enquanto algumas teses indicam um crescimento da autonomia e da participação criativa do trabalho imaterial por conta da introdução das NTICs, outras observam uma reprodução de estratégias e técnicas de exploração do trabalho que se assemelhariam às da antiga fábrica fordista. Tendo em vista esse contexto histórico e teórico, temos como objetivo central de nossa pesquisa verificar, com base em uma pesquisa empírica na empresa supracitada, em que medida o trabalho realizado seria ou não determinado por processos gerenciais de trabalho similares aqueles das indústrias taylor-fordistas, verificando, assim, a influência da gerência na determinação das formas e dos conteúdos do trabalho, sobretudo, no que concerne à autonomia e intervenção do trabalhador na produção. Nesse sentido, nosso problema de pesquisa se fundamenta pela seguinte questão: o trabalho imaterial estaria ainda dentro de um quadro de exploração do trabalho marcado pelas formas de organização de trabalho tayloristas e por uma intensidade e repetitividade produtiva fordista ou esse tipo de trabalho estimularia, por seu caráter cognitivo, um processo de autonomia e liberdade dentro dos processos de trabalho?