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Intelectuais e ativistas em movimento: a construção do transnacionalismo negro no Século XX

Processo: 16/24075-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 23 de março de 2017
Vigência (Término): 22 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Valter Roberto Silvério
Beneficiário:Valter Roberto Silvério
Anfitrião: Caroline Knowles
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : Goldsmiths, University of London, Inglaterra  
Assunto(s):Transnacionalismo   Movimentos sociais   Intelectuais

Resumo

Dentre os objetivos da pesquisa, o principal é analisar como a ideia de diáspora, aplicada a experiência negra no Novo Mundo, está reenquadrando o sentido de ser negro, ao menos desde final da Segunda Guerra Mundial em 1945, quando é amadurecida em Paris a ideia de uma "presença africana", afirmada no Congresso Pan-africano de Manchester. A ideia de uma grande reunião de homens negros provenientes de todas as zonas do mundo não era de todo nova.No entanto, o que em meados dos anos 1960 passamos a denominar de Diáspora Africana, faz parte de um longo processo histórico de construção de uma identidade fora do continente. Meu argumento é que a identificação no século XX com o continente africano gerou o surgimento de um tipo de associativismo forjado na experiência de exclusão e rejeição física e simbólica dos negros, bem como na valorização positiva da origem africana.O interesse em África, a consciência "racial" e a consciência africana (ou da origem africana) são aspectos entrelaçados relatados nas experiências, entre outros, dos intelectuais e ativistas descendentes de africanos na diáspora; portanto, trata-se de uma pesquisa documental na qual a ênfase recairá em alguns registros dessa experiência desde a virada do século XIX; por exemplo: a fundação da Associação Africana em Londres em 1897, a Pan-African Conference de 1900 em Londres, os congressos Pan-Africanos, em especial o 5º realizado em Manchester, Inglaterra, em 1945, os encontros de escritores e artistas negros de 1956 (Paris) e 1959 (Roma) são momentos importantes por expressarem contextos de mudanças sociais.